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Mundo

Candidato liberal é contra adiar as eleições por causa da gripe

Arquivo Geral

07/11/2009 0h00

Arseniy Yatseniuk, o candidato liberal à Presidência da Ucrânia, demonstrou hoje contrariedade ao adiamento das eleições de janeiro devido à epidemia de gripe.

“A Ucrânia precisa de um novo presidente e por isso ninguém pode adiar o pleito”, assinalou Yatseniuk, ex-ministro de Assuntos Exteriores.

Em terceiro lugar nas intenções de voto, Yatseniuk afirmou que alguns candidatos estão interessados em demonstrar maior gravidade da epidemia com objetivo de declarar estado de emergência e adiar as eleições.

O subchefe do secretariado da Presidência, Igor Popov, advertiu recentemente sobre a possibilidade de adiar o pleito para maio de 2010, previsto para 17 de janeiro.

“Se o Governo não consegue controlar uma epidemia de gripe, não se deve descartar a imposição do estado de emergência e do adiamento do pleito”, assinalou.

O funcionário considera que a epidemia “mudou radicalmente o andamento da campanha eleitoral e pôs em dúvida a igualdade de oportunidades entre os candidatos e os direitos dos eleitores”.

“A quarentena está vigente em algumas regiões. A proibição de atos de massas prejudica mais os opositores, já que os candidatos governistas podem visitar as regiões em quarentena, reunir-se com a imprensa, situação que os demais candidatos estão impedidos e por isso se sentem discriminados”, disse.

O presidente da Rada Suprema (Legislativo), Vladimir Litvin, também candidato à Presidência, concordou com adiamento da votação.

A epidemia de gripe que afeta metade das regiões do país de 47 milhões de habitantes e paralisou a campanha eleitoral, já que todos os partidos suspenderam os atos eleitorais.

O líder opositor Viktor Yanukovych, favorito à vitória, propôs suspender a campanha eleitoral, mas ninguém até agora defendeu adiar a votação.

As autoridades de saúde ucranianas confirmaram hoje a morte de 135 pessoas – 25 nas últimas 24 horas – devido à pneumonia e outras afecções respiratórias.

No total, 871.037 pessoas estão contaminadas com a doença – mais de 100 mil nas últimas 24 horas. Dessas, quase 40 mil estão hospitalizadas, 317 em estado grave.

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