A vitória de Ma coloca fim a oito anos de Governos independentistas, e confirma que os taiuaneses apóiam as propostas de mudança e rejeitam as políticas econômicas e o nacionalismo radical do atual presidente taiuanês, Chen Shui-bian.
“Os taiuaneses votaram na mudança e no pragmatismo, e contra as políticas nacionalistas radicais do atual presidente taiuanês, Chen Shui-bian, mas não por uma integração com a China”, disse o professor Raymond Wu, da Universidade de Fu Jen.
A chegada ao poder de Ma, partidário de uma união com a China a longo prazo e em democracia, oferece oportunidades para uma aproximação a Pequim e uma maior integração econômica.
Ma prometeu não negociar com Pequim a união durante seu mandato, mas mostrou seu desejo de assinar um acordo de paz com a China e a disponibilidade para aceitar acordos políticos aceitáveis para ambas as partes.
A chave de seu vitória esteve, mais do que no apoio ao Partido Kuomintang, na insatisfação do eleitorado com a gestão da economia por parte do atual Governo, coincidem especialistas.
Os 200.000 empresários taiuaneses que chegaram da China para as eleições serão os primeiros beneficiados pela mudança de Governo, já que Ma prometeu a liberalização das ligações de transporte, comércio e investimentos no estreito.
A primeira medida de Ma será “melhorar as relações com os Estados Unidos, que enviaram dois porta-aviões e outros navios de guerra para patrulhar as águas próximas à ilha a fim de dissuadir a China do uso das armas”,afirmou o observador político Huang Chih-liang.