O candidato à presidência da Colômbia pelo Polo Democrático Alternativo (PDA, esquerda), Gustavo Petro, disse hoje que, se eleito, não aceitará o acordo de cooperação militar assinado entre Bogotá e Washington.
Em carta enviada ao líder dos Estados Unidos, Barack Obama, Petro diz que o convênio para as bases é ilegal.
“Se eleito Presidente dos colombianos em 2010, não aceitarei o mencionado acordo e o denunciarei por ilegal nos tribunais internacionais”, diz a carta.
De acordo com Petro qualquer tratado internacional é válido “somente se aprovado conforme às leis internas de cada um dos países signatários”.
Acrescenta que como a iniciativa entre Bogotá e Washington “implica o trânsito de tropas e pessoal estrangeiro por território colombiano”, é necessário a aprovação do Senado, coisa que não aconteceu.
Segundo Petro, como o presidente colombiano, Álvaro Uribe, não pediu essa autorização do Senado “este não tem nenhuma eficácia nem validade jurídica; portanto, o acordo não vincula à Nação colombiana e não nos compromete em seu cumprimento”.
O líder da esquerda colombiana solicita a Obama que “suspenda unilateralmente o processo de implementação das bases militares e a mudança de pessoal americano a território colombiano”.
Cerca de 800 militares e 600 funcionários americanos terão acesso a pelo menos sete bases colombianas previstas no acordo bilateral, que foi assinado no dia 30 de outubro em Bogotá após vários meses de negociações.