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Candidato apoiado pelo Hisbolá consegue respaldo para ser primeiro-ministro

Arquivo Geral

25/01/2011 12h25

O multimilionário libanês Najib Mikati, que obteve apoio de vários grupos políticos, incluindo o Hisbolá, conseguiu o respaldo parlamentar necessário para se tornar o primeiro-ministro, informaram à Agência Efe fontes da Presidência.

A informação foi anunciada pouco depois que o presidente Michel Suleiman concluísse as consultas políticas que manteve desde segunda-feira para buscar uma substituição do moderado Saad Hariri como chefe de Governo.

Segundo as mesmas fontes, Mikati, que foi primeiro-ministro em 2005, conta com o apoio de 68 deputados, enquanto Hariri, que também tinha manifestado interesse em seguir ocupando o posto, só alcançou 60.

Ainda está pendente um anúncio formal do presidente Suleiman confirmando que designou Mikati para formar o Governo enquanto o novo primeiro-ministro deve receber o apoio do Parlamento.

Levando em conta o apoio recebido por Mikati, a coalizão que levou Hariri ao poder, que contava com 71 das 128 cadeiras do Parlamento, passa agora à oposição, enquanto a aliança liderada pelo Hisbolá chega a controlar o poder.

Isso ocorreu graças à mudança de posição do grupo parlamentar do líder druso Walid Jumblatt e de alguns deputados que obtiveram sua cadeira apresentando-se nas listas de Hariri, incluindo Mikati, que agora mudaram suas lealdades políticas.

A possibilidade que Mikati se transformasse em novo primeiro-ministro libanês suscitou desde a tarde de segunda-feira uma série de protestos em Beirute e em outros pontos do país, que bloquearam importantes vias de comunicação.

Entre as estradas bloqueadas está a que comunica a capital com o aeroporto e a que liga Beirute com o sul do país, segundo relatórios de emissoras de rádio e televisão. Há manifestações similares na cidade nortista de Trípoli e em outras localidades.

A rota que liga a região a Damasco, na região de Barr Elias, também foi bloqueada por uma barreira de pneus queimados.

“Não queremos estar sob domínio persa”, dizem alguns dos manifestantes.

A crise atual começou em 12 de janeiro com a renúncia dos ministros da oposição que integravam o Governo de unidade liderado por Hariri, ao não ter o pedido atendido para que o Líbano desprezasse os trabalhos de um tribunal especial apoiado pela Organização das Nações Unidas que investiga o assassinato de Rafik Hariri.

O assassinato de Hariri, pai do chefe de Governo e uma das principais figuras políticas do país, marcou a recente história do Líbano e segue gerando tensões enquanto não se identificaram os autores do crime.

Informações prévias apontam à possibilidade de participação de militares do Hisbolá no incidente, mas o grupo negou qualquer vinculação e acredita que Israel pode estar por trás do episódio.

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