O Conselho Central de Judeus da Alemanha qualificou hoje de provocação a candidatura de Henryk M. Broder à Presidência do grupo, um conhecido articulista que propõe que a negação do Holocausto deixe de ser considerada crime.
O candidato não tem a menor possibilidade de chegar à Presidência do conselho e sua candidatura deve ser considerada uma mera “fantasia”, que tem objetivo provocativo, disse hoje o vice-presidente da instituição, Dieter Graumann.
Broder se candidatou independentemente, através de um artigo publicado no jornal “Der Tagesspiegel”, para suceder Charlotte Knobloch na Presidência do conselho, que ocupa o cargo desde 2006.
No artigo, Broder afirma que o conselho se encontra em um estado lamentável e que sua Presidência está instituída em uma espécie de “instância moral receptora de remorsos”.
“A função do Conselho Central não pode ser canalizar a boa consciência da Alemanha”, diz Broder, e acrescenta que, se for eleito, se empenhará em mudar a lei, para que a negação do Holocausto não seja mais considerada crime.
Além disso, assegura que tentará melhorar a relação com os muçulmanos partidários de um estado estritamente laico.