Uma campanha popular destinada a reivindicar o fechamento de pelo menos dez prisões no estado de Nova York começará este fim de semana para conseguir também o apoio a algumas reformas no sistema penitenciário.
Um grupo de ativistas, membros do grupo comunitário “Correctional Association”, visitará amanhã as comunidades de onde provém o maior número dos confinados para educar o povo sobre a iniciativa e pedir seu apoio, disse à Agência Efe Caitlin Dunklee, coordenadora da campanha.
Caitlin explicou que há um total de 6.300 camas vazias em diversas prisões do estado, que tem uma população penal de 57 mil confinados, 52% afro-americanos, 27% latinos e 21% brancos anglo-saxões, segundo dados de 2009 do Departamento de Correção.
Os afro-americanos e latinos compõem 70% do total da população penal nas 67 prisões do estado, embora juntos representem 32% da população de Nova York.
O grupo, composto também por líderes religiosos, familiares de presos e ex-prisioneiros, será acompanhado pelo senador Bill Perkins, e pelos membros da assembleia estadual Félix Ortiz, Michelle Titus e Inez Barron.
A organização sustenta que enquanto o estado enfrenta um déficit de orçamento, investe milhões de dólares em um “sistema carcerário fracassado”.
A ativista citou estatísticas do Departamento de Correção que assinalam que essas 6.300 camas vazias custam a cada dois anos cerca de US$ 140 milhões, que inclui o custo de manter a prisão aberta, o salário dos empregados, entre outras despesas, “dinheiro que pode ser investido nas comunidades”.
Lembrou que o estado gasta US$ 55 mil ao ano por cada pessoa na prisão.
Recentemente, a organização manteve reuniões com legisladores para conhecer que iniciativas realizam nas regiões que representam para reincorporar essa população em suas comunidades.