Menu
Mundo

Campanha negativa prejudica Hillary e Obama, que continuam empatados

Arquivo Geral

27/03/2008 0h00

Os pré-candidatos democratas à Presidência americana Hillary Clinton e Barack Obama continuam empatados em sua batalha pela Casa Branca, dosage segundo uma pesquisa divulgada hoje.

A enquete conjunta do “The Wall Street Journal” e da emissora “NBC” mostrou que os dois pré-candidatos presidenciais contam com o apoio de 45% dos eleitores democratas registrados.

A pesquisa mostra uma ligeira melhora de Obama em relação à pesquisa de duas semanas atrás, discount quando Hillary liderava as intenções de voto, com 47%, contra 43% de seu adversário.

Além disso, a pesquisa destacou que a demorada e cada vez mais negativa campanha democrata começou a prejudicar os dois aspirantes do partido à Casa Branca, especialmente Hillary.

A enquete também revelou que 48% dos eleitores entrevistados têm uma impressão negativa de Hillary, contra 38% dos que dizem ter uma imagem positiva.

O “Wall Street Journal” destacou que o pior cenário para Hillary é a crescente rejeição entre o eleitorado feminino, que até agora tinha dado um forte respaldo à sua campanha.

Pela primeira vez, a pesquisa mostrou que as mulheres têm uma impressão negativa maior de Hillary (44%) do que positiva (42%).

Os dados contrastam com a enquete do início de março, quando 51% das eleitoras entrevistadas disseram ter uma opinião favorável em relação à senadora.

A situação é melhor para Obama, que conta com 49% de aceitação e 32% de rejeição.

A pesquisa, feita por telefone entre 700 prováveis eleitores, foi realizada uma semana depois de Obama fazer um discurso sobre as tensões raciais nos Estados Unidos que foi bem recebido pela opinião pública.

O senador se viu forçado a abordar um dos temas mais sensíveis na cena política americana por causa da polêmica causada pelos sermões do ex-pastor Jeremiah Wright, que criticou com uma retórica incendiária as posições dos EUA em diversos temas de política interna e internacional.

Os responsáveis pela enquete, os pesquisadores Peter Hart, democrata, e Bill McInturff, republicano, destacaram que a pesquisa joga por terra a idéia de que a controvérsia sobre Wright marcava o começo do fim da campanha de Obama.

Tanto Hart quanto McInturff concordaram que a pesquisa mostrou que um número considerável de eleitores se pergunta se o senador é uma opção segura para a Presidência, ou se ainda é necessário saber mais sobre ele.

“Muitos eleitores se perguntam: Sabemos o suficiente (sobre Obama)?”, disse McInturff ao “Wall Street Journal”.

Além da corrida pela candidatura presidencial democrata, a pesquisa mostrou que, em um cenário de enfrentamento nas eleições entre Obama e o candidato republicano, John McCain, o democrata venceria por 44% a 42%, dentro da margem de erro, de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em um cenário de disputa entre McCain e Hillary, ela perderia por 44% a 46% para o candidato republicano.

O jornal “The Washington Times” trouxe na manchete na edição desta quarta-feira o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, que indicou que 28% dos partidários de Hillary votariam em McCain se Obama for escolhido candidato democrata.

“Isso sugere que alguns partidários de Hillary se opõem firmemente a Obama (ou são tão leais a Hillary) que estariam dispostos a votar no candidato do outro partido se Obama for o candidato presidencial”, segundo a enquete do Gallup.

Entre os partidários de Obama, 19% votariam em McCain se Hillary for escolhida candidata.



 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado