Segundo um comunicado da CBH, “apesar de se tratar de uma decisão “soberana”, a medida “contrasta com as negociações que vinham sendo realizadas e com a manifesta predisposição das empresas em transferir as ações necessárias” para conferir o controle acionária à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
Na quinta-feira, Morales nacionalizou quatro empresas, uma delas após negociação com a companhia hispano-argentina Repsol YPF, e as outras três por meio de um decreto que as obriga a transferir suas ações para a YPFB.
No comunicado, a CBH também observa que a YPFB deve continuar operando de acordo com “os melhores padrões que a indústria dos hidrocarbonetos exige, tanto na gestão técnica como na área administrativa e financeira”.
No entanto, além disso, espera que sejam dados “passos concretos” para restabelecer a confiança dos investidores, possibilitando assim o desenvolvimento do setor diante da “urgência e da responsabilidade que se tem para cumprir com o abastecimento do mercado interno e externo”.