O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, negou, nesta quarta-feira (31), ao líder Barack Obama, a permissão para fazer um discurso no Congresso americano sobre emprego, solicitado para o dia 7 de setembro.
Obama havia pedido, mediante carta ao republicano Boehner e ao líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, a autorização para discursar às duas casas legislativas na próxima quarta-feira com o propósito de apresentar seu plano de fomento do emprego. A data coincidia com a realização de um debate televisionado entre os candidatos republicanos à Presidência.
Em sua carta de resposta, Boehner indica ao presidente que é melhor realizar o discurso na quinta-feira (8/9) devido à complexidade do calendário. Entre outras coisas, o presidente da Câmara justifica a recusa por problemas de tempo para preparar as medidas de segurança necessárias durante uma visita presidencial ao Congresso.
A negativa de Boehner representa um golpe público para a Casa Branca, que tinha divulgado o pedido de Obama antes de contar com o consentimento dos líderes das duas câmaras do Congresso. Habitualmente, a Casa Branca e o Congresso negociam privadamente uma data para este tipo de pronunciamento antes de torná-los públicos.
Os discursos do presidente dos EUA para as duas casas do Congresso são pouco frequentes, à exceção do discurso sobre o Estado da União, feito tradicionalmente em janeiro, no qual o líder expõe seu programa de Governo para o ano. Em sua carta aos líderes do Congresso, Obama explicava que apresentaria uma série de propostas bipartidárias que o Congresso poderia adotar de maneira imediata para impulsionar a economia dos EUA.