Com 223 votos a favor e 202 contra, incluindo o “não” de 27 democratas, os legisladores aprovaram uma iniciativa para modernizar o sistema financeiro dos Estados Unidos.
No começo do ano, o Congresso americano aprovou um extenso pacote de resgate financeiro que, da mesma forma que a medida de hoje, causou grandes divisões partidárias.
Os votos a favor imediatamente ganharam elogios dos democratas e do próprio presidente Barack Obama, e críticas dos republicanos que votaram contra e, no geral, consideram que a iniciativa apenas estimulará mais resgates financeiros.
A reforma, que ainda será submetida a uma votação no Senado no ano que vem, é uma das prioridades de Obama.
“Esta legislação nos aproxima cada vez mais de uma necessária reforma financeira integral, que criará regras claras, o cumprimento constante e sistemático dessas regras, e um sistema financeiro mais forte e estável, com melhores proteções para consumidores e investidores”, disse o presidente americano em comunicado emitido pela Casa Branca.
“O Senado trabalha com base em uma legislação similar à da Câmara, e peço que aprove esta necessária reforma assim que possível em nome do povo americano”, acrescentou Obama.
Obama se mostrou disposto a sancionar uma lei que tornaria obrigatória a prestação de contas de firmas de Wall Street e de outras entidades de crédito e que protegeria os consumidores e investidores de “empréstimos com ágio” e práticas financeiras enganosas.
Segundo o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, a iniciativa cria uma nova agência de proteção financeira dos consumidores, impõe restrições ao mercado de derivados e “acabará com os resgates financiados dos contribuintes”, além de criar o chamado Conselho de Estabilidade Financeira, cujo objetivo será identificar as corporações que, por seu tamanho e influência, poderiam pôr em risco todo o sistema se fracassassem.
Essas empresas de alto risco receberiam maior regulação do governo federal.