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Câmara argentina aprova reforma trabalhista de Milei apesar de greve

A medida foi aprovada por 135 votos a favor em meio a uma paralisação nacional de 24 horas convocada por sindicatos opositores.

Redação Jornal de Brasília

20/02/2026 7h21

Milei

Foto: FABRICE COFFRINI/ AFP

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), o projeto de reforma trabalhista apoiado pelo presidente Javier Milei. A votação resultou em 135 votos a favor e 115 contra, apesar de uma greve nacional convocada por sindicatos opositores que paralisou partes do país.

Os investidores acompanham de perto a medida para avaliar se Milei possui poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado. O projeto, aprovado na semana passada pelo Senado com o apoio do partido governista e aliados de centro-direita, visa estimular investimentos e aumentar o emprego formal, segundo o governo.

Durante o debate na madrugada, os parlamentares discutiram as modificações, removendo um artigo que reduzia benefícios relacionados à saúde dos trabalhadores. “De que adianta toda uma biblioteca de legislação trabalhista se, no final das contas, o sistema que ela estabelece não serve para criar empregos?”, questionou o deputado Lisandro Almirón, do partido do governo.

Os sindicatos, no entanto, afirmam que a reforma ameaça proteções trabalhistas de longa data, incluindo o direito à greve. O principal sindicato do país, a CGT, convocou uma paralisação de 24 horas na quinta-feira, afetando trabalhadores dos transportes, funcionários do setor público e bancários.

O projeto agora retorna ao Senado para votação final e aprovação.

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