A atividade nas ruas do Cairo e das principais cidades egípcias transcorre com normalidade nesta manhã de quinta-feira, após dois dias de fortes protestos, enquanto ativistas e grupos opositores convocam os egípcios para uma grande manifestação na “sexta-feira de ira e liberdade”.
O movimento ativista “6 de Abril”, um dos principais grupos opositores presentes nos protestos, pediu nesta quinta aos cidadãos “que participem das manifestações e passeatas em todos os cantos do país.
Ao menos seis pessoas morreram e centenas foram detidas até o momento nos protestos dos dois últimos dias em vários pontos do país contra o presidente egípcio, Hosni Mubarak.
“Estamos a poucos passos do sonho da liberdade, não nos deteremos, não temos medo de ninguém, a mudança chega, não há retrocesso nem rendição”, garante o “6 de Abril” em comunicado postado na rede social de internet Facebook, uma das principais ferramentas dos protestos.
A nota pede ainda aos predicadores das mesquitas que chamem as manifestações na sexta-feira e pedem contenção aos oficiais da Polícia e às tropas de choque.
No último dia 25, milhares de pessoas se manifestaram nas principais cidades egípcias pedindo reformas políticas e econômicas e a queda de Mubarak no poder desde 1981.
A instabilidade levou nesta quinta à suspensão temporária da Bolsa do Cairo, pela primeira vez desde 2008, devido aos fortes quedas registradas quarta e quinta-feira.
O principal indicador, o EGX30, perdia ao meio-dia desta quinta 9,22%, pouco após retomar suas operações.