Em discurso pronunciado em Montevidéu perante a reunião plenária dos representantes permanentes da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), Calderón afirmou que o México está pronto para “dar os passos concretos” e promover essa unidade na América Latina.
O presidente mexicano se declarou “um verdadeiro crente” da integração, mas pediu “objetivos claros” na região para que esse “sonho” histórico se transforme em realidade.
Ele propôs que em 2010, por ocasião da comemoração do 50º do processo de integração, do centenário da Revolução Mexicana e do bicentenário da independência deste país, “aconteça uma reunião de líderes para acertar um programa de integração regional que fixe um caminho rumo à convergência comercial plena da América Latina e do Caribe”.
“Fomos convocados pela história a concretizar o sonho de ser uma América Latina verdadeiramente unida. O que há de nos integrar será economia, política, cultura; mas será sobretudo a vontade deliberada e expressada em ações concretas de que temos responsabilidades à frente dos povos”, disse.
O presidente mexicano deu um respaldo à soberania dos países, mas lembrou “a supremacia dos direitos do homem e do cidadão”.
Calderón defendeu uma maior participação dos países latino-americanos nas instituições financeiras multilaterais e insistiu em sua “recapitalização” urgente, em particular do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ele pediu ainda a conclusão da Rodada de Doha, sobre a liberalização do comércio mundial, “evitando utilizar medidas restritivas” e “impulsionando, através da multilateralidade, a abertura rumo ao comércio e rumo à liberdade econômica”.
Após o discurso na Aladi, o presidente mexicano partiu de Montevidéu para o Brasil, terceira escala de uma viagem que também o levou à Colômbia.