“Manifesto em nome do país nossa mais enérgica rejeição às medidas humilhantes ou discriminatórias empreendidas por vários países contra os mexicanos”, disse Calderón em mensagem à nação.
Por causa da epidemia, Peru, Argentina, Cuba e Equador suspenderam unilateralmente seus voos ao México.
Além disso, a Colômbia se negou a deixar que equipes mexicanas de futebol disputem suas partidas da Copa Libertadores em Bogotá por temor à gripe suína, e autoridades na China isolaram vários turistas mexicanos.
O presidente do México disse que a contenção da epidemia é um desafio global que requer a participação de todos os países, e afirmou que a estratégia seguida por seu Governo não apenas defende a vida dos mexicanos, mas a de todos que podem ser contagiados no mundo.
“Poderemos livrar melhor esta batalha na medida em que o mundo colabore conosco. Por isso, em nome dos mexicanos, peço a todas as nações que deixem de adotar ações que apenas prejudicam o México e não contribuem para evitar a transmissão da doença”, acrescentou.
“Não é a primeira vez que o México se vê submetido a uma prova tão difícil nem será a última. Mas estou convencido de que são as adversidades que formam o caráter das pessoas e a personalidade dos povos”, enfatizou.
O governante disse que a aparição da epidemia da gripe suína, que até agora contagiou 802 pessoas no país, das quais 26 morreram, foi um “enorme desafio” que os mexicanos “estão superando”.