O presidente do México, Felipe Calderón, assinalou hoje que graças aos programas contra a crise econômica atual se evitaram demissões maciças como no colapso de 1995 quando houve uma contração de 10% dos trabalhadores formais.
Este ano o número de trabalhadores registrados perante o Instituto Mexicano do Seguro Social reduziu 3%, assinalou Calderón em seu terceiro relatório de Governo apresentado por escrito esta terça-feira ao Congresso.
O governante assegurou que o impacto da atual crise no México foi menor comparada com a de 1995, quando as taxas de juros dos títulos do Governo se elevaram quase a 80%, enquanto agora “o sistema financeiro está são e adequadamente capitalizado”.
Além disso, assinalou que a inflação há 14 anos subiu a níveis dez vezes maiores aos atuais, o que causou a perda do poder aquisitivo das famílias em 40%.
“O número de trabalhadores filiados ao Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) caiu 10% durante a crise de 1995, enquanto à data se registra uma diminuição 3% menor desde princípios de 2009”, indicou o relatório.
Calderón destacou que as medidas “contra-cíclicas e um programa de investimento sem precedentes, alcançou mitigar os efeitos da crise externa, impulsionar a competitividade e produtividade, assim como fortalecer os motores internos do crescimento”.
Afirmou que “a pior crise financeira, econômica e de confiança que afetou à economia global em várias décadas chegou ao fundo do poço. Com isso e a disposição do Governo Federal de manter finanças públicas ordenadas, haveremos de retomar a senda de crescimento”.
Mas disse que para conseguir um crescimento acelerado e sustentado, se devem construir reformas que permitam ampliar a disponibilidade de recursos fiscais e financeiros.