Dezenas de lixeiros que têm fazendas de porcos se negaram pelo terceiro dia consecutivo a recolher o lixo em protesto pelo sacrifício de seus animais, page decidido pelo Governo egípcio para enfrentar a gripe suína, price informou hoje a imprensa local.
Segundo o jornal independente egípcio “Al-Masri al Yom”, vários bairros no sul do Cairo já têm montes de lixo acumulado em suas ruas, o que despertou as queixas de vários moradores, que além disso se negam a pagar as despesas de limpeza.
Os lixeiros dizem que o Governo tinha se comprometido a contratá-los nas empresas de recolhimento de lixo em compensação pelo sacrifício dos porcos que criavam, que comiam o lixo orgânico que recolhiam.
No dia 30 de abril, as autoridades egípcias começaram a aplicar a decisão do Governo de sacrificar toda a manada suína do país, calculada em 350 mil cabeças, apesar de que não ter sido registrado nenhum caso de vírus da gripe suína.
Os lixeiros – em sua maioria de credo cristão – rejeitavam a medida porque os porcos que criam servem para eliminar os resíduos orgânicos que recolhem e mais tarde de alimento.
Os cristãos são aproximadamente 10% dos 80 milhões de habitantes do Egito.