A América Latina está “mais preparada do que nunca” para enfrentar uma crise internacional derivada da recessão da economia dos Estados Unidos, physician declarou hoje o presidente-executivo da Corporação Andina de Fomento (CAF), Enrique García.
A máxima autoridade da instituição financeira multilateral declarou à emissora Rádio Programas del Perú (“RPP”) que a região vá sentir os problemas derivados da crise do crédito nos EUA, a América Latina manterá uma projeção de crescimento próxima a 4%.
“Se o que aconteceu nos últimos oito meses tivesse acontecido há dez anos, estaríamos em plena recessão”, afirmou García, observando que, nos últimos cinco anos, a América Latina teve o melhor comportamento econômico das últimas quatro décadas.
O presidente da CAF considera que atualmente a região passa por um momento “complexo” depois de anos de “crescimento vinculado a uma economia externa”, mas não acredita que essa situação se prolongará por muito tempo.
“As medidas tomadas pelo Governo dos EUA (…) estão amenizando a crise financeira. A intervenção do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e os recursos destinados ao setor indicam que o govero não vai permitir que situação piore. Isso terá um impacto positivo e a parte real da economia que está em recessão, no segundo semestre, voltará a registrar alta”, disse García.
Ele destacou, além disso, que a economia latino-americana desenvolveu-se com bons indicadores macroeconômicos, embora ainda tenha alguns “não tão bons” índices microeconômicos que estão relacionados a uma “baixa competitividade, problemas de logística e de infra-estrutura, e com os mercados financeiros”.
No entanto, assinalou que a América Latina “tem a pior distribuição de riqueza do mundo, apesar da redução da pobreza e dos avanços substanciais que se registraram neste tema”.
García está em Lima para apresentar hoje o relatório de oportunidades de integração regional barômetro latino de 2007.