As equipes de resgate continuaram hoje a busca por 4.000 vítimas que se acredita estão soterradas sob os escombros após o terremoto de Sumatra, na Indonésia, mas seis dias depois da tragédia, quase não restam esperanças de achar sobreviventes.
As Nações Unidas darão por terminados seus esforços em 48 horas, enquanto os voluntários suíços já tomaram essa decisão ontem, informaram fontes oficiais.
Enquanto uma onda de ajuda internacional chegou à cidade litorânea e capital provincial de Padang, Padiaman e dezenas de aldeias remotas quase não receberam material de emergência pelos difíceis acessos porque as estradas estão inundadas.
Mas quando finalmente apareceram as equipes de resgate, encontraram um panorama desolador de casas derrubadas e uma população desesperada na busca de alimento e um teto onde se abrigar.
O Ministério da Saúde indonésio disse que até cinco povoados desapareceram com o terremoto de 7,6 graus de magnitude na escala Richter.
Enquanto isso, o Governo da Indonésia pouco a pouco vai admitindo que o saldo de mortes superará em muito os 640 confirmados oficialmente até agora, e assim a titular de Saúde, Siti Fadillah Supari, estimou que se chegará aos 3.000 mortos, enquanto a ONU calcula que pelo menos se superará os mil.
Padiaman, situada mais próxima que Padang do epicentro, é um local ermo com cadáveres que se decompõem e sem quase não há ajuda para seus poucos sobreviventes.
Cerca de 85% dos prédios ficaram destruídos e o número de vítimas fatais, segundo a rede local de ONGs, será de “várias centenas”.