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Mundo

Caça-talentos vinculado a Epstein encontrado morto na França

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 7h18

jeffrey epstein

Divulgação Departamento de Justiça dos EUA/via AFP

Daniel Siad, caça-talentos de modelos acusado de recrutar mulheres para o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em sua residência em Colombes, no noroeste de Paris, informou nesta quarta-feira (22) a Promotoria de Nanterre.

A Justiça francesa investigava esse homem de 69 anos após várias denúncias de mulheres, especialmente por estupro. Ele negava as acusações e afirmava que queria ser interrogado para apresentar sua versão dos fatos.

Siad foi encontrado morto na segunda-feira em sua casa e, no mesmo dia, a Justiça abriu “uma investigação para determinar as causas da morte”, precisou a promotoria, que confirmou informação do jornal Le Parisien.

Contatada pela AFP, sua advogada Menya Arab-Tigrine não respondeu de imediato.

A primeira denúncia foi apresentada em 10 de fevereiro de 2026 pela ex-modelo sueca Ebba P. Karlsson. A mulher não conhecia sua identidade antes de reconhecê-lo nos arquivos desclassificados relacionados a Epstein, nos quais Daniel Siad é mencionado em mais de mil documentos.

Em sua denúncia, Karlsson acusa Siad de tê-la estuprado quando ela tinha 20 anos e, em seguida, de tê-la explorado sexualmente, apresentando-a a Gérald Marie, antigo diretor da prestigiosa agência de modelos Elite, a quem ela também acusava de tê-la estuprado. Ambos negaram as acusações.

A ex-modelo sueca e Lisa Brikworth — que acusa Marie de agressão sexual em 1998 — fundaram o coletivo “Victorious Angels – WE RISE”, que há vários anos denuncia violências sexuais nesse meio e no entorno de Epstein.

“Estou em choque e muito triste por todas as vítimas. Dá a impressão de que se está privando as vítimas de justiça”, confidenciou Lisa Brinkworth, para quem a história parece se repetir.

Em 2022, o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, próximo de Epstein, também foi encontrado morto: ele se suicidou na prisão, após ter sido indiciado por estupros de menores e assédio sexual.

Em 2019, Jeffrey Epstein, detido nos Estados Unidos por exploração sexual de menores, foi encontrado enforcado em sua cela.

“É devastador que as sobreviventes do caso Brunel tenham sido primeiro privadas de justiça, e agora as do caso Siad”, lamentou Brinkworth.

AFP

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