O presidente dos Estados Unidos, order George W. Bush, pediu hoje de novo mais tempo para que possa funcionar sua estratégia no Iraque, perante a inundação de críticas à qual se viu submetida nas últimas semanas no Congresso.
Em declaração no Jardim da Casa Branca, Bush aludiu a essas críticas e lembrou que o comandante-em-chefe das forças dos EUA no Iraque, general David Petraeus, recebeu sua confirmação no segundo trimestre do ano, “sem um só voto contra”.
“Agora praticamente um mês depois que sua estratégia tenha entrado plenamente em vigor, muitos desses mesmos senadores dizem que essa estratégia fracassou”, se queixou Bush, ao reiterar seu apelo para que os legisladores dêem aos militares “o tempo que eles precisam para que a estratégia possa funcionar”.
Nas últimas semanas, as vozes de vários destacados senadores republicanos se somaram aos da maioria democrata para opinar que a estratégia atual não funciona e é necessário variar o rumo na guerra para que os soldados americanos possam retornar a seus lares em breve.
Os democratas organizaram um debate de 20 horas e meia ininterruptas no início desta semana sobre a guerra, mas não conseguiram os votos republicanos necessários para forçar uma moção que impusesse um calendário de saída.
Ao longo desta semana, a Casa Branca lançou uma campanha para convencer aos legisladores da necessidade de apoiar sua estratégia na guerra e o aumento de tropas ordenado o janeiro passado pelo presidente Bush.
Ao mesmo tempo que o debate era realizado, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, se reunia no Capitólio com legisladores. Nesta quinta-feira, a Casa Branca convidou cerca de 200 congressistas e senadores a participar de uma sessão informativa no Pentágono com os comandantes das tropas americanas no Iraque.
Por videoconferência, estes comandantes e o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, também participaram de uma audiência do Senado para tratar sobre a situação no país árabe.
Croker assegurou que essa situação podia ser descrita com uma só palavra: “medo”, e alertou contra a tentação de repatriar os soldados antes de tempo.
Em sua declaração de hoje, Bush insistiu em que o resultado da Guerra do Iraque terá “enormes conseqüências” para os EUA, já que o fracasso criaria um “refúgio” para os terroristas em um território que abriga as terceiras maiores reservas de petróleo do mundo. “(Também enviaria) uma mensagem a nossos inimigos no sentido que se batem em nós nos acabamos retirando”, acrescentou.
Por outro lado, o sucesso contribuirá para “reformar o Oriente Médio” e a expandir a democracia na região, declarou Bush, que fez um apelo aos legisladores para que aprovem o mais rápido possível o projeto de lei de orçamento para a Defesa de modo que os soldados possam contar com os fundos que precisam para a guerra combater.