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Mundo

Bush encerra viagem a Israel e Cisjordânia com promessa de voltar em maio

Arquivo Geral

11/01/2008 0h00

O presidente dos Estados Unidos, drugs George W. Bush, concluiu nesta sexta-feira sua primeira visita a Israel e Cisjordânia desde que chegou à Casa Branca, com a promessa de voltar em maio para estimular as negociações de paz.

Cercado pelo primeiro-ministro e presidente de Israel, Ehud Olmert e Shimon Peres, respectivamente, Bush disse no aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv que retornará para participar da comemoração do 60º aniversário da criação do país.

Israel declarou independência no dia 14 de maio de 1948, provocando o ataque imediato dos países árabes da região, que foram derrotados.

Foi a primeira guerra que marcou o conflito árabe-israelense, que Bush quer encerrar com um acordo de paz antes do fim de seu mandato, em janeiro de 2009.

O presidente reiterou hoje seu compromisso de apoiar os israelenses e palestinos “para trazer a paz”, antes de partir para o Kuwait, onde Bush já chegou e inicia a segunda parte da viagem pelo Oriente Médio. Ele também passará por Barein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

Bush pediu aos países árabes que “estendam a mão” a Israel, uma atitude que ele considera que “deviam ter tomado há tempo”.

Também solicitará que forneçam ajuda econômica ao Governo palestino, comandado por Mahmoud Abbas, e que apóiem as negociações de um acordo de paz que deve culminar com o estabelecimento de fronteiras “reconhecidas internacionalmente”.

O outro objetivo do presidente americano nos países do Golfo Pérsico é dar a eles garantias de que os Estados Unidos, que têm bases militares na região, continuará mantendo a segurança.

O Governo de Washington pretende fortalecer a aliança com essas nações como uma forma de resistir à influência do Irã.

As relações entre EUA e Irã foram mais abaladas depois que no domingo lanchas iranianas ameaçaram navios americanos no Estreito de Ormuz, de acordo com a versão do Pentágono.

Mas na primeira metade do dia de hoje Bush deixou de lado todas estas preocupações.

Começou o dia no Yad Vashem, museu de Jerusalém em homenagem aos seis milhões de judeus que foram exterminados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“É uma lembrança sombria de que o mal existe e envia a mensagem de que quando nos encontramos com ele devemos combatê-lo”, disse Bush.

“O que mais me impressionou é que diante do horror e do mal, as pessoas não se esqueceram de Deus”, disse o chefe de Estado americano ao tentar resumir sua visita, que descreveu como “uma experiência comovente”.

Com a cabeça coberta com o quipá, o pequeno chapéu judeu, Bush passeou pelos corredores do museu.

Depois colocou uma coroa de flores sobre uma urna que contém as cinzas de judeus de seis campos de concentração, durante uma cerimônia na “Sala da Lembrança”.

O diretor do museu, Avner Shalev, entregou a Bush a réplica de uma Bíblia que a judia Carol Deutsch ilustrou quando estava escondida na Bélgica durante a Segunda Guerra Mundial.

Deutsch foi denunciada e morreu no campo de concentração de Buchenwald em 1944.

Bush, que é metodista e sempre enfatiza a importância da fé, viajou depois de helicóptero para o mar da Galiléia, dominado a Leste pelas Colinas do Golã, tomadas da Síria por Israel em 1967.

Ele visitou as ruínas de Cafarnaum, onde Jesus começou a pregar, escolheu seus discípulos e realizou milagres, de acordo com os evangelhos.

Enquanto Bush percorria o que sobrou da cidade, uma lancha policial vigiava a lagoa, que é a principal fonte de água doce de Israel.

Bush também se aproximou da Igreja das Bem-aventuranças, construída na ladeira onde a tradição diz que Jesus fez o Sermão da Montanha. Ontem ele orou na Igreja da Natividade em Belém, erguida onde se acredita que Jesus nasceu.

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