Os presidentes de Estados Unidos, no rx George W. Bush, health e do Panamá, help Martín Torrijos, pressionaram hoje o Congresso para que ratifique o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os dois países, o qual enfrenta a oposição dos democratas.
Bush e Torrijos se reuniram durante uma hora e, além do tema central do TLC, discutiram assuntos relacionados a ampliação do Canal do Panamá, a segurança e a luta regional contra o tráfico de drogas e o crime organizado.
“O voto sobre o tratado comercial com o Panamá é uma prioridade deste Governo e deve ser também para o Congresso dos EUA”, afirmou Bush, que novamente pediu aos legisladores que ratifiquem os pactos com Colômbia e Coréia do Sul.
O presidente americano elogiou a campanha de persuasão que mantém o Governo panamenho a favor do pacto bilateral e agradeceu a Torrijos, que hoje mesmo visitará o Capitólio “para discutir o assunto”.
De fato, no marco de sua viagem a Washington, Torrijos tinha previsto se reunir com líderes do Congresso dos EUA para tratar do tema, principalmente agora que o presidente da Assembléia Nacional, Pedro Miguel González, anunciou que não concorrerá à reeleição quando terminar seu mandato, em 31 de agosto.
A eleição de González, em 1º de setembro passado, é a razão para que os legisladores não ratifiquem o TLC. Ele é acusado nos Estados Unidos pela morte do soldado porto-riquenho Zack Hernández, em 1992, no Panamá.
Em 1995, um tribunal panamenho absolveu González nesse caso, mas a decisão foi ignorada pela Justiça americana.
Em teoria, eliminado esse empecilho, o TLC com o Panamá poderia ser ratificado antes que Bush conclua seu mandato, em janeiro de 2009, segundo observadores.
Como costuma fazer com todo convidado na Casa Branca, Bush elogiou a liderança de Torrijos na região qualificou o presidente panamenho de um “bom homem”.
Torrijos apresentou a Bush um relatório sobre os avanços do grande projeto de ampliação do Canal do Panamá, do qual já foram construídos 35% desde seu lançamento, em novembro.
O Governo panamenho outorgou contratos de US$ 286,5 milhões a companhias incluídas no projeto, segundo fontes oficiais.
Os presidentes Bush e Torrijos também discutiram assuntos de interesse global, entre eles o alto custo dos alimentos, que afeta o Panamá.
Nesse sentido, o chefe de Estado americano ofereceu ao Panamá ajuda para atenuar a escassez de alimentos, caso seja necessário.
Os produtores agropecuários e exportadores panamenhos estão preocupados em particular com os altos custos de produção, o acesso ao crédito bancário e as opções do setor para satisfazer a demanda nacional e, ao mesmo tempo, aumentar suas exportações.
Bush aproveitou seu quarto e possivelmente último encontro com Torrijos para insistir ao Congresso em que aprove a Iniciativa Mérida, uma proposta de US$ 1,4 bilhão para ajudar México e América Central a combater o crime organizado, o tráfico de drogas e a violência.
Preocupado com a entrada de drogas nos EUA -fator que empurra o lucrativo negócio dos tráfico – Bush reiterou o interesse de seu Governo em estreitar a cooperação e a troca de dados de inteligência com o Panamá para impedir a entrada de entorpecentes através desse país.
A Iniciativa Mérida, anunciada por Bush em março de 2007, “é uma estratégia que estamos convencidos de que funcionará. Peço ao Congresso que aprove o projeto de Mérida em sua totalidade, tal como está redigido”, enfatizou Bush.
Torrijos, conhecido como um político de poucas palavras, não fez declaração alguma aos jornalistas que o aguardavam durante mais de uma hora fora da Casa Branca.
Na reunião, no entanto, agradeceu o apoio de Bush e relembrou a estreita cooperação entre Estados Unidos e Panamá em assuntos políticos, comerciais e de segurança regional.
Bush e Torrijos terminam seus mandatos no próximo ano sem possibilidade de reeleição imediata, mas ambos esperam deixar como legado a ratificação do TLC no legislativo americano.