Durante uma entrevista coletiva com o presidente do México, Felipe Calderón, e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, Bush assegurou que o Plano México é um projeto em fase de elaboração, mas que, uma vez finalizado, necessitará do apoio do Congresso americano para a ratificação.
“Para desenvolver uma estratégia comum eficiente, tem que haver conversas sérias entre nossos Governos” (EUA e México) para responder a ameaças comuns, como o narcotráfico, disse.
“Quando o pacote (de ajuda) estiver desenvolvido, será suficientemente robusto para atingir o objetivo partilhado” de colocar um fim à violência derivada do tráfico na fronteira comum, acrescentou o presidente americano.
Bush e Calderón discutiram o plano em março, quando o governante americano visitou o México, durante uma viagem por cinco países da América Latina.
O chefe da Casa Branca elogiou os esforços do Governo de Calderón no sentido de “proteger seu povo do tráfico” e sua vontade de concretizar, junto aos EUA, um plano eficaz.
Bush disse que não pode antecipar detalhes sobre o projeto que está sendo negociado, mas insistiu em que “não é como o Plano Colômbia”, entre outros aspectos, porque os EUA não estarão presentes militarmente no México.
Os EUA forneceram cerca de US$ 5 bilhões para o Plano Colômbia desde o ano 2000, e parte da ajuda está condicionada pelo Congresso americano à melhora no âmbito dos direitos humanos no país latino.
Além disso, o Plano Colômbia inclui a presença de assessores militares no país, mas foi fortemente criticado porque alguns setores, dentro e fora do Congresso dos EUA, acreditam que não reduziu significativamente o fluxo de drogas para o país. Calderón também enfatizou que o acordo com o Governo americano não é uma cópia do Plano Colômbia.
“Não queremos soldados americanos trabalhando em nosso território”, afirmou. A Constituição mexicana proíbe a presença de assessores militares estrangeiros no país. Por isso, policiais mexicanos recebem capacitação nos EUA.
Calderón destacou as conquistas da cooperação bilateral na luta contra o tráfico de drogas, conseguidas através de ações preventivas, troca de informações e combate aos traficantes, mas reconheceu que tanto o México como os EUA têm “que fazer mais”.
Nesse sentido, concordou com o chefe da Casa Branca que as autoridades de ambas as nações devem avaliar as necessidades atuais para concretizar o Plano México, com o objetivo de combater um problema que afeta tanto mexicanos como americanos. Já Stephen Harper disse que o tráfico é um problema que também tem “conseqüências nas ruas canadenses”.
Ao defender as iniciativas de seu país para um Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia, Harper falou sobre a elaboração de estratégias comuns contra o tráfico, já que “os traficantes não precisam de um tratado” para realizar seu negócio.