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Mundo

Bush destaca forte crescimento econômico após tropeço das bolsas

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00

O presidente George W. Bush analisou nesta sexta-feira, information pills  com seu pessoal da área econômica a situação dos mercados financeiros, ao mesmo tempo em que os investidores, motivados pelos dados de um crescimento mais firme no segundo trimestre, se recuperavam do tropeço das bolsas da jornada anterior.

O Departamento de Comércio informou que entre abril e junho o ritmo de crescimento econômico se acelerou e chegou a 3,4% ao ano, após um ritmo de 0,6% anual entre janeiro e março.

Este é um relatório preliminar e os números serão ajustados em agosto e setembro, à medida que haja mais informação. No final da reunião na Casa Branca, Bush disse que tinham falado “sobre muitos aspectos da economia (…) e os acontecimentos do dia”.

Hoje os mercados financeiros abriram nos Estados Unidos com um pouco mais de entusiasmo entre os investidores, que na quinta-feira assistiram à queda do preço das ações em Wall Street e em mercados da Ásia, Europa e América Latina.

Em grande parte, a forte baixa nos mercados financeiros reflete a preocupação dos especuladores por causa dos empréstimos de alto risco e a depressão do mercado imobiliário nos Estados Unidos, acompanhados pela desvalorização do dólar.

A queda do dólar frente às moedas dos principais parceiros comerciais dos EUA facilita a colocação de produtos americanos no mercado global, mas torna menos atrativos os investimentos estrangeiros em dólares.

O que começou nos últimos meses com o colapso das hipotecas de risco nos EUA se estendeu a vários fundos de risco. Os investidores estão reticentes em colocar seus fundos na aquisição de empresas, um negócio-chave para o sustento da Bolsa de Valores.

“Um dos aspectos interessantes do crescimento econômico é que nos beneficiamos do aumento das exportações”, assinalou Bush. “Os agricultores, empresários e fabricantes dos EUA encontraram mercados além-mar para nossos produtos. E a venda desses produtos contribuiu para o forte crescimento do segundo trimestre”, acrescentou.

O déficit comercial dos EUA, que no primeiro trimestre apontava para um ritmo anual de US$ 612,1 bilhões, diminuiu no segundo trimestre a um ritmo anual de US$ 577,9 bilhões. Essa redução acrescentou 1,2 ponto percentual ao crescimento do PIB.

No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) tinha crescido apenas 0,6% e a maioria dos analistas esperava um aumento de 3,6% entre abril e junho.

Os consumidores, cuja despesa equivale a quase 70% do PIB e que tinham sustentado a expansão no primeiro trimestre, foram mais cautelosos no segundo. Entre janeiro e março essa despesa tinha crescido a um ritmo anual de 3,7%, mas entre abril e junho caiu para 1,3% ao ano, o mais fraco desde o último trimestre de 2005.

O relatório de hoje desenhou um panorama ambíguo da inflação. O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de energia e alimentos, marcou um ritmo anual de 1,4% no segundo trimestre, comparado com o de 2,4% nos três meses anteriores.

Isto levou o aumento de preços para 2% em um ano, no limite superior do que o Federal Reserve considera como faixa de inflação aceitável. Mas o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu no segundo trimestre a um ritmo anual de 4,3%, o mais alto desde o último trimestre de 1990.

O relatório do Governo mostrou que a receita efetiva disponível – depois do pagamento de impostos – caiu no segundo trimestre 0,8%, após um aumento de 5,9% no primeiro.

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