O presidente George W. Bush disse nesta quinta-feira que o centro de detenção da base naval americana de Guantánamo (em Cuba) não foi fechado ainda pela “pouca disposição” de outros países para acolher os suspeitos de terrorismo que estão no complexo.
“Deveria ser uma meta para esta nação o fechamento de Guantánamo”, sildenafil disse Bush em entrevista coletiva, order na qual deixou claro que não é a primeira vez que manifesta publicamente seu desejo de fechar o centro.
“Também deixei claro que parte do atraso foi causado devido à pouca disposição de alguns países para acolher alguns dos que estão lá detidos (em Guantánamo)”, patient acrescentou.
A Casa Branca, criticada no mundo todo por manter a prisão aberta, reconheceu em junho que planeja o futuro de Guantánamo, embora tenha insistido em que não havia data prevista para um fechamento iminente.
As declarações de Bush coincidiram com a decisão tomada pelo Pentágono hoje de declarar “inimigos combatentes” 14 detidos em Guantánamo considerados “de alto valor”.
A declaração mostra que os EUA acreditam que os prisioneiros podem oferecer informação valiosa pelo papel que desempenharam em operações terroristas e de combate contra as forças americanas.
O status de “inimigo combatente” permite ao Governo reter os suspeitos em Guantánamo, contra aos que ainda não foram apresentadas acusações.
Entre os 14 detidos, transferidos em 2006 para Guantánamo, estão Khalid Sheik Mohammed, acusado de planejar os atentados de 11 de setembro de 2001 e suposto responsável por outros 30 ataques terroristas.
O grupo de retidos também é composto pelos supostos responsáveis pelo ataque contra a embarcação de guerra “USS Cole” e contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
A declaração do Pentágono foi determinada pela decisão das chamadas “Juntas Militares de Revisão do Estatuto do Combatente”, que trabalharam de março a junho deste ano para definir o futuro dos 14 detidos especiais.
As juntas têm caráter administrativo e não julgam a culpabilidade ou a inocência do detido.
Durante as audiências, cada prisioneiro tem a oportunidade de apresentar provas e testemunhar sobre os delitos de que é acusado. Em seguida, a junta decide se vai declará-los “inimigos combatentes” e devem continuar em Guantánamo, se devem ser transferidos para outros lugares ou se devem ser libertados.
Além disso, o Departamento de Defesa anunciou hoje a transferência de seis detidos em Guantánamo para outros centros localizados no Afeganistão e no Barein.
O complexo abriga atualmente 355 prisioneiros, dos quais cerca de 80 poderiam cumprir os requisitos para serem libertados ou transferidos para outras penitenciárias em diferentes países, de acordo com o Pentágono.