O presidente dos Estados Unidos, clinic George W. Bush, chegou hoje aos Emirados Árabes Unidos (EAU), a quinta etapa de sua viagem pelo Oriente Médio e o Golfo Pérsico, onde deve pronunciar o principal discurso de sua visita à região.
Bush, que chegou a Abu Dhabi procedente do vizinho Barein, deve reunir-se com o presidente dos EAU, xeque Khalifa Bin Zayed al-Nahyan, e com o príncipe herdeiro do emirado de Abu Dhabi, Mohamad Bin Zayed.
O governante foi recebido no aeroporto por estas duas autoridades e pelo xeque Mohamad bin Rashid al-Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos EAU e governador do emirado de Dubai, a capital comercial do país.
Em Abu Dhabi, Bush pronunciará um discurso no luxuoso hotel Emirates Palace, no qual deve falar da democracia nos países da região e sobre o processo de paz no Oriente Médio e a política dos EUA em relação ao Irã.
Bush, que visitou até agora a Israel, Cisjordânia e Kuwait, deve viajar amanhã a Dubai, onde se reunirá com empresários locais, antes de seguir para a Arábia Saudita e o Egito.
O ministro de Assuntos Exteriores dos EAU, xeque Abdullah bin Zayed al-Nahyan, qualificou de “histórica” a visita de Bush a este país, e elogiou as “sólidas” relações com Washington nos âmbitos político, econômico, militar e cultural.
As autoridades locais adotaram medidas de segurança sem precedentes para receber o presidente dos Estados Unidos.
As medidas são notadas sobretudo nas estradas entre o Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e o centro da capital, onde foram enviados de forma incomum centenas de efetivos da Polícia e o Exército.
Em algumas avenidas estão estacionados desde o começo da manhã dezenas de veículos blindados e outros automóveis das forças especiais e antiterroristas.
Os Emirados Árabes são um dos países mais seguros da região, e nunca foram palco de grupos extremistas ou alvos de ações terroristas.
A segurança foi reforçada em todos os Estados árabes incluídos na viagem de Bush, especialmente após a recente chamada da Al Qaeda a seus simpatizantes na região para que não recebam o governante americano “com flores, mas com bombas e carros-bomba”.