Bush usou o discurso radiofônico dos sábados para criticar o aumento “irresponsável” de despesas para o Programa de Seguro de Saúde para Crianças (CHIP, em inglês), um plano firmado entre autoridades estatais e federais dos Estados Unidos que oferece subsídios de cobertura médica para famílias muito pobres.
O presidente assegurou hoje que “os democratas no Congresso decidiram aprovar um projeto de lei que eles sabem que eu vetarei”.
“Os membros do Congresso estão arriscando a cobertura de saúde para as crianças pobres só para ganhar pontos políticos”, lamentou Bush, que prometeu vetar o projeto de lei por considerar que se trata de uma ampliação custosa e que aumenta os impostos.
“Nossa meta é que as crianças sem seguro médico possam adquirir um plano de cobertura privado, não que as crianças que têm seguro privado passem a um do Governo”, explicou Bush, que se opõe a que o Governo federal controle o sistema nacional de saúde.
O CHIP expira no dia 30, por isso os democratas, apoiados por alguns republicanos, anunciaram na sexta-feira um acordo que acrescenta US$ 35 bilhões para manter o plano em vigência por mais cinco anos.
A expansão do programa – que será levado a votação na terça-feira – aumentaria de 6,6 milhões a 10,6 milhões o número de beneficiados.
Os novos fundos para o CHIP, segundo o acordo bipartidário, viriam de um aumento do imposto federal sobre os cigarros, que passaria de US$ 0,39 a US$ 1 por pacote.
Em resposta ao discurso de Bush, o governador da Pensilvânia, Ed Rendell, advertiu que, com um veto presidencial, quinze governos estaduais ficarão sem fundos para financiar o programa quando este expirar no fim do mês.