O presidente dos Estados Unidos, approved George W. Bush, approved advertiu hoje à comunidade internacional que, para evitar uma III Guerra Mundial, é preciso evitar que o Irã “tenha acesso à tecnologia para fabricar armas nucleares”.
Em entrevista coletiva convocada esta mesma manhã, o líder também se opôs a uma incursão turca no norte do Iraque, algo que, na sua opinião, “não é do interesse de Ancara”.
Ao ser perguntado sobre o encontro realizado ontem entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, Bush disse que Washington vai “seguir trabalhando com a Rússia e com outros países para enviar ao Irã a mensagem de que ele será isolado, caso siga adiante com seu programa nuclear”.
“O Irã representaria uma séria ameaça à paz mundial, caso tivesse acesso a armas nucleares”, disse Bush, que lembrou que o dirigente iraniano já anunciou seu interesse em destruir Israel.
O governante americano ressaltou ainda o fato de que, durante seu último encontro com Putin, o líder russo lhe reiterou que compartilhava sua opinião acerca de Teerã.
O presidente dedicou grande parte de sua entrevista coletiva a criticar o Congresso, por sua lentidão para aprovar outras prioridades nacionais.
Durante a entrevista coletiva, Bush lançou fortes críticas ao Legislativo, e indicou que, nos últimos nove meses, “os congressistas não conseguiram aprovar muitos projetos importantes”.
Além das questões domésticas, Bush falou ainda sobre outros assuntos, como a visita a Washington do Dalai Lama, a situação nos territórios palestinos e a possível operação militar da Turquia no Iraque.
A este respeito, o presidente disse que Washington não acredita ser do interesse da Turquia enviar tropas ao Iraque.
“A Turquia já possui soldados no Iraque”, apontou.
Bush assinalou ainda que o Governo iraquiano entende que o assunto das tropas turcas é “delicado”.
“Por essa razão, o vice-presidentes iraquiano, Tariq al-Hashimi, visitou Istambul, para expressar que compartilha esta preocupação”, apontou Bush.
As palavras do presidente americano coincidiram com a autorização do Parlamento turco ao Governo para o lançamento de operações militares contra as bases dos guerrilheiros do ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque.
Bush pediu ao Congresso dos EUA para que não aprove uma resolução na qual qualifica de “genocídio” os massacres de 1915 na Armênia, uma resolução que poderia estar em risco, já que diversos democratas retiraram seu apoio.
Em relação ao Dalai Lama e às críticas de Pequim à sua recepção em Washington, Bush pediu à China que se reúna com o líder tibetano.
“Já disse inúmeras vezes aos chineses que a liberdade religiosa lhes favorece, e que é interessante para o Governo se reunir com o Dalai Lama. Reitarerei isso hoje em público”, disse.
“Caso as autoridades se sentassem com ele, se dariam conta de que é um homem pacífico e de conciliação”, acrescentou o presidente americano.
O governante falou ainda sobre a importância de ajudar israelenses e palestinos a avançar em seus contatos, tendo em vista a conferência internacional de paz que será realizada nos Estados Unidos, no fim do ano.
“Os palestinos receberam promessas todos estes anos, e necessitam ver que há um esforço sério para o estabelecimento de um Estado palestino”, afirmou.