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Mundo

Bush adverte que talibãs devem ser derrotados para evitar tirania

Arquivo Geral

31/10/2009 0h00

O ex-presidente americano George W. Bush advertiu hoje, em Nova Délhi, que os talibãs devem ser derrotados para impedir o retorno da “brutal tirania” ao Afeganistão.

Bush, que assiste na capital indiana à Cúpula da Liderança, que todos os anos é organizada pelo jornal “Hindustan Times” e do qual participam importantes personalidades internacionais, disse que Índia e EUA devem trabalhar de forma conjunta para derrotar os talibãs.

“Os EUA e a Índia devem trabalhar juntos para ganhar a guerra no Afeganistão”, disse o ex-presidente americano, acrescentando que “os talibãs, a Al Qaeda e seus aliados extremistas estão tentado tomar o Afeganistão de novo”.

“Se eles tiverem refúgios seguros de novo, o povo afegão, particularmente as mulheres, enfrentará o retorno à brutalidade”, disse, citado pela agência “PTI”.

O ex-líder americano qualificou de “histórico” o pacto de cooperação nuclear entre a Índia e os EUA fechado no ano passado e disse que o acordo é o “passaporte” do país asiático para o mundo.

Em seu discurso, afirmou que o acordo ajudará a Índia a atenuar seu déficit energético, segundo a agência indiana “Ians”.

“(Mediante a firma do acordo), os EUA reconheceram o programa armamentístico nuclear da Índia. É o passaporte da Índia para o mundo”, disse Bush, acrescentando que ambos os Governos assinaram um acordo “histórico” que oferece ao país “a oportunidade de conseguir energia sem gerar poluição”.

Em outubro do ano passado, Nova Délhi e Washington fecharam um pacto de cooperação nuclear em virtude do qual os EUA fornecerão tecnologia nuclear à Índia em troca de colocar suas instalações civis sob vigilância da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O pacto, impulsionado pelo então presidente dos Estados Unidos e pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pôs fim ao isolamento nuclear da Índia, país não signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e que conta com um arsenal atômico.

Bush, que disse que a Índia é “uma nação moderna e vibrante”, se referiu ao país como uma democracia “tolerante, pacífica e multirreligiosa”, além de uma “força para a estabilidade de um dos lugares mais estratégicos do mundo”.

Acrescentou que “não há dúvida de que a maior democracia deve estar no meio (da tomada de decisões)”, e que ambos os países são unidos por interesses comuns e por um “parentesco especial”.

“Temos que ver a possibilidade de um assento para a Índia no Conselho de Segurança da ONU “, disse Bush, reconhecendo as dificuldades de realizar uma medida dessas características.

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