As temperaturas moderadas de 2007 reduziram o buraco da camada de ozônio no Antártico até um dos menores níveis da última década, this embora isso não signifique que esteja se recuperando, assinalou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Segundo afirmou hoje o especialista Geir Braathen, o atual buraco no pólo sul é “relativamente pequeno”, tanto em superfície como em quantidade de ozônio destruído.
Desta forma, desde 1998, apenas os anos de 2004 e 2002 registraram buracos menores que o atual.
Braathen assinalou, no entanto, que isto não é um sinal de recuperação da camada de ozônio, mas responde a circunstâncias pontuais, como as temperaturas amenas do inverno de 2007.
Sempre há uma variação anualizada das condições meteorológicas, e por isso, segundo Baarthen, “alguns momentos podem registrar buracos menores”, como vem acontecendo em 2007.
A quantidade de gases nocivos à camada de ozônio atingiu seu auge em 2000, e desde então vem se reduzindo lentamente, a uma média de 1% ao ano.
“Mas a estratosfera ainda contém agentes nocivos suficientes para causar grandes buracos nas duas próximas décadas”, alertou Braathen.
Por isso, um aumento de gases de efeito estufa propiciaria temperaturas mais baixas na estratosfera, o que aumenta o risco de buracos na camada.
Baarthen explicou ainda que em 2007 a destruição do ozônio começou mais cedo do que em anos anteriores, e que em agosto foram observados buracos maiores que os de 2006, embora mais tarde tenham se reduzido.