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Mundo

Búlgara Irina Bukova se torna primeira mulher a dirigir Unesco

Arquivo Geral

15/10/2009 0h00

A Unesco viveu hoje um momento singular com a eleição da diplomata búlgara Irina Bokova, a primeira mulher a dirigir a entidade desde a fundação, em 16 de novembro de 1945.

Embaixadora da Bulgária na França e da Unesco desde 2005, Bokova será também a primeira representante de um país do leste europeu à frente da entidade da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Aos 57 anos, a ex-ministra búlgara ocupará o cargo por quatro anos a partir de 15 de novembro, renovável por mais um período idêntico.

Ela substituirá o diplomata japonês Koichiro Matsuura, cujo segundo mandato encerra em novembro.

Pré-eleita para o cargo pelo Conselho Executivo, segundo órgão reitor da Unesco, em 22 de setembro, a diplomata búlgara obteve nesta quinta-feira mais que uma ampla maioria simples por parte dos Estados-membros da Organização.

Dos 193 Estados que integram a agência das Nações Unidas, criada após a Segunda Guerra Mundial para impulsionar a paz entre os homens, a partir da Educação, Ciência e Cultura, 182 tinham direito ao voto.

No entanto, 166 países votaram favorável a ela e apenas seis foram contra.

Além disso, duas abstenções, três votos nulos e outros quatro países não puderam votar, revelou o presidente da Conferência Geral, evento onde a eleição ocorreu.

Depois de eleita, Bokova anunciou sua estratégia para a Unesco, sempre incluída a comunicação.

A futura diretora geral disse ter buscado incentivo nos ideais de paz, troca e solidariedade e ressaltou seu projeto de um novo humanismo para o século 21.

Ao ser questionada sobre a escolha do presidente americano, Barack Obama para receber o Prêmio Nobel da Paz, Bokova expressou todo seu respeito e admiração ao líder, além de ressaltar sua convicção pelo multilateralismo.

“Espero que ele também tenha a mesma abertura e atitude ativa para com a Unesco. É importante porque disse que a educação seria uma resposta importante à crise, e esse é uma das áreas de atuação da Unesco”, manifestou.

Seu principal oponente foi até alguns meses atrás o candidato favorito, o ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosni.

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