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Bruxelas prevê que Europa saia este ano da recessão

Arquivo Geral

14/09/2009 0h00

A economia europeia já começou a sair da recessão, segundo a Comissão Europeia, que espera avanços do PIB na segunda metade do ano, embora advirta que a economia continua muito débil.

O órgão executivo do bloco espera que, após os retrocessos no primeiro e segundo trimestre, a economia tanto da União Europeia (UE) como da zona do euro volte a crescer no terceiro e quarto, 0,2% e 0,1% em ambos os casos.

Para o conjunto do exercício, Bruxelas prevê uma contração de 4% – a mesma prevista em maio.

Segundo estas previsões, todas as grandes economias da UE, exceto Espanha, deixarão ao longo do ano a recessão. EFE

“A situação melhorou, sobretudo graças aos vários fundos injetados na economia por bancos centrais e Governos, mas a deterioração continuará deixando se notar no emprego e nas finanças públicas”, advertiu o responsável comunitário de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia.

Na opinião de Almunia, para que a recuperação se consolide, é fundamental continuar aplicando as medidas de impulso e garantir o saneamento do sistema financeiro, mas também é preciso começar a pensar em como voltar gradualmente ao caminho da consolidação orçamentária.

Os analistas da Comissão destacam a melhora da situação durante o verão, devido em grande parte à forte intervenção pública na economia.

Isso permitiu que, após a forte contração sofrida no primeiro trimestre (de -2,5% nos países do euro e -2,4% na UE), a queda da atividade se moderasse no segundo (para -0,1% na área da moeda única e -0,2% nos 27 países do bloco).

Para o resto do ano, o órgão executivo da UE prevê ligeiros avanços do PIB (de 0,2% no terceiro trimestre e de 0,1% no quarto).

Segundo estes cálculos, a Alemanha, a primeira economia europeia, cairá este ano 5,1% (três décimos menos do calculado em maio), enquanto que a França se contrairá 2,1% (nove décimos menos).

Pelo contrário, foram revisadas em baixa as previsões para a Espanha (de -3,2% para -3,7%), Itália (de -4,4% para -5%), Reino Unido (de -3,8% para -4,3%) e Holanda (de -3,5% para -4,5%).

Se se atender à evolução trimestral, a espanhola será a única das grandes economias europeias que não conseguirá sair da recessão este ano, já que o PIB vai continuar caindo tanto no terceiro como no quarto trimestre.

Quanto aos preços, Bruxelas acredita que, uma vez passado o efeito base por causa do barateamento da energia e dos alimentos – que levou a inflação a registros negativos desconhecidos -, a taxa de inflação registrará avanços nos próximos meses.

No final de ano, se situará em torno de 0,4% nos países da moeda única e ao redor de 0,9% na UE.

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