Mantendo sua posição de não renunciar, information pills primeiro-ministro muda gabinete
Em meio a uma grave crise política, cure o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou uma reformulação de seu gabinete de governo. Alguns dos ministros foram mantidos no cargo e outros mudaram de função. Também foram anunciados os nomes dos substitutos de ao menos quatro ministros que renunciaram nos últimos dias. Brown admitiu que ele e seu governo estão enfrentando um “momento de testes”, mas disse que resistirá.
“Eu não vou renunciar”, disse. “Existe um trabalho a fazer. Vou dar continuidade a isso”, acrescentou. Em meio à crise econômica e os escândalos sobre os gastos abusivos dos parlamentares, a oposição continua pressionando para a convocação imediata de eleições gerais.
A posição de Brown parece ser cada vez mais instável, com a decisão nos últimos dias de vários “pesos pesados” de seu governo de renunciar. As titulares de Interior e de Comunidades e Governo Local, Jacqui Smith e Hazel Blear, respectivamente, deixaram seus cargos recentemente. A essas demissões uniu-se a do ministro de Trabalho e Previdência James Purnell, que pediu abertamente a Brown que renunciasse. Para Purnell, a renúncia do premier seria o único modo de o Partido Trabalhista ter alguma chance de vencer as próximas eleições gerais, que devem acontecer no máximo em meados de 2010.
Debandada
Ontem, a equipe de Brown registrou mais duas perdas. O ministro de Defesa do Reino Unido, John Hutton, renunciou ao cargo alegando “motivos familiares”. A atitude de Hutton foi mais um golpe sobre o primeiro-ministro britânico, que enfrenta seu pior momento no poder desde que assumiu, em 2007.
Já a secretária de Estado britânica para a Europa, Caroline Flint, apresentou sua renúncia ontem um dia após ter prometido lealdade ao primeiro-ministro do Reino Unido. Na carta de renúncia, Flint acusou o premier de tratá-la como um “manequim” e de mantê-la na “periferia” das decisões governamentais.
Um dos principais cargos no governo britânico, o de ministro do Exterior, continuará nas mãos de David Miliband. Alan Johnson irá ocupar o Ministério do Interior. A nomeação de Johnson pode ajudar Brown a evitar um desafio político. Havia uma expectativa de que Johnson, que consegue reunir apoio entre os membros do Partido Trabalhista e sindicatos, poderia emergir como um sucessor de Brown. Aceitar o comando de um novo ministério significa um compromisso de lealdade com o primeiro-ministro.
A crise
A crise começou com o escândalo do reembolso de gastos pessoais de deputados, detonado pela publicação de relatórios de despesas apresentadas por parlamentares do governo e da oposição. Pedidos de ressarcimento de gastos com estrume para uso em jardins, manutenção de piscinas e pagamento de salários para governantas escandalizaram a opinião pública.
A reforma ministerial foi anunciada ontem, no dia seguinte à realização de eleições municipais parciais na Grã-Bretanha. Os resultados das eleições para o Parlamento europeu sairão no domingo, e a expectativa é que sejam menos negativos. A pressão sobre Gordon Brown é tão grande que até dentro do Partido Trabalhista existe um movimento para submeter a sua liderança a uma votação.