O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defenderá nesta semana em Bruxelas o nome de Tony Blair para assumir o cargo de primeiro presidente da União Europeia (UE), afirmaram hoje fontes de Downing Street à “BBC”.
Apesar de assunto ter sido desmentido anteriormente por Downing Street – residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido – há informações de que Brown sustentará eventual candidatura de Blair.
A candidatura, no entanto, não encontra respaldo dentro do próprio país.
O líder da oposição conservadora britânica, David Cameron, demonstrou nesta terça-feira que é contrário à futura Presidência da UE.
Segundo a “BBC”, outro político oposicionista, o líder liberal-democrata Nick Clegg, demonstrou que até é favorável à Presidência europeia, mas não quer Blair à frente.
Até agora, Blair ainda não se manifestou se aspira ou não o posto, embora se comente que há quem esteja trabalhando por ele.
O tablóide conservador britânico “Daily Mail” criticou na terça-feira a possibilidade de Blair chegar à Presidência europeia, após ter mentido aos concidadãos para levar o país à Guerra do Iraque e justificou que seria uma “ofensa à democracia”.
Blair construiu uma fortuna desde que deixou a chefia de Governo por conta do circuito de conferências e seus trabalhos de assessoria a bancos e empresas, fato também criticado.
Além disso, sobram críticas ao fato de ter sido enviado para a Paz no Oriente Médio, embora alguns coloquem em xeque sua imparcialidade pelas ligações com influentes personalidades israelenses.
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apoiou Blair em público.
Também sustentam o nome do primeiro-ministro do Reino Unido o ministro francês de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner, embora o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que vê sua candidatura com simpatia, duvide ultimamente enquanto a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não deixar claro que vai apoiar.
Segundo fontes próximas a Blair citadas hoje pelo jornal britânico “Financial Times”, o ex-líder trabalhista quer saber a posição de Sarkozy e Merkel antes de tomar uma decisão.