A firma de advogados Simons Muirhead & Burton, com sede em Londres, confirmou que representa Murat, que mora com a mãe perto do complexo de férias do sul de Portugal onde Madeleine desapareceu, em 3 de maio passado.
Em comunicado, a firma de advogados afirmou que as ações são contra a rede de televisão “Sky”, e os jornais “The Daily Express”, “The Sunday Express”, “The Daily Star”, “The Daily Mail”, “The Evening Standard”, “Metro”, “The Daily Mirror”, “The Sunday Mirror”, “News of the World”, “The Sun” e “The Scotsman”.
Segundo o “Observer”, é o maior de processos por difamação apresentados por uma só pessoa contra a imprensa britânica em um só assunto, e poderia representar a Murat uma indenização recorde de mais de 2 milhões de libras (2,5 milhões de euros).
Doze dias depois do desaparecimento de Madeleine, de quatro anos, a Polícia portuguesa declarou Murat como suspeito oficial, após este levantar suspeitas entre a imprensa britânica que estava no Algarve, à qual o britânico serviu de intérprete.
Murat, que sempre defendeu sua inocência, foi interrogado várias vezes e a Polícia averiguou várias pessoas próximas a ele, além de ter apreendido diversos objetos pessoais, de computadores a roupas, para análises.
No entanto, a Polícia nunca chegou a deter Murat, nem o acusou formalmente.
As suspeitas sobre Murat, que foi o primeiro suspeito do caso, se diluíram quando, no início de setembro do ano passado, os pais de Madeleine – Gerry e Kate McCann – foram declarados suspeitos de participar de uma hipotética morte acidental e da ocultação do cadáver da filha, o que eles negam.
A notícia aparece depois que quatro jornais sensacionalistas britânicos tiveram que se desculpar e indenizar com 550.000 libras (690.000 euros) os pais de Madeleine por publicar informações nas quais sugeriam que tinham assassinado a menina e escondido sua morte.