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Braskem lucra R$ 1,81 bi até setembro e reverte prejuízos de 2009

Arquivo Geral

03/11/2009 0h00

A Braskem, maior petroquímica latino-americana, obteve nos primeiros nove meses do ano um lucro líquido de R$ 1,81 bilhão, e com isso reverteu as perdas acumuladas no mesmo período do ano passado, informou hoje a companhia.

A petroquímica tinha acumulado perdas no valor de R$ 319 milhões entre janeiro e setembro do ano passado, principalmente devido ao desempenho ruim registrado no terceiro trimestre de 2008, em consequência da crise econômica global.

A empresa informou também que registrou lucro de R$ 645 milhões no terceiro trimestre deste ano, frente às perdas de R$ 819 milhões do mesmo período de 2008.

No comunicado enviado aos investidores, a Braskem informou que suas vendas brutas nos nove primeiros meses do ano ficaram em R$ 10,995 bilhões, com uma redução de 23% frente às do mesmo período de 2008.

As vendas no terceiro trimestre, de R$ 4,047 bilhões, foram 21% inferiores às do mesmo período do ano passado, mas 10% maiores que as do segundo trimestre de 2009.

O resultado bruto de exploração (Ebitda) entre janeiro e setembro ficou em R$ 1,861 bilhão, com uma redução de 2% frente aos primeiros nove meses do ano passado.

Em seu balanço, a empresa informou que o aumento da produção, que tinha caído no ano passado devido à crise, e a valorização do real frente ao dólar contribuíram para melhorar seus resultados este ano.

Isso porque grande parte da dívida da empresa está em dólares, por isso a alta do real teve um forte impacto no balanço financeiro da empresa.

“A Braskem possui exposição líquida ao dólar (passivos atrelados a esta moeda maiores que os ativos), portanto, qualquer mudança de comportamento do câmbio afeta o resultado financeiro contábil”, afirma o balanço da empresa.

A dívida da empresa no final de setembro era de R$ 5,536 bilhões, acima dos 5,423 bilhões de junho.

“A excelente recuperação da demanda doméstica, com destaque nesses últimos meses para os termoplásticos, e um cenário de preços internacionais de resinas e petroquímicos básicos mais altos que o esperado” também favoreceram os resultados, segundo o presidente da empresa, Bernardo Gradin.

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