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Mundo

Brasil prepara <i>ofensiva diplomática</i> para defender etanol

Arquivo Geral

09/05/2008 0h00

O Brasil prepara uma autêntica “ofensiva diplomática” para convencer o mundo das virtudes do etanol feito de cana-de-açúcar, troche que este ano terá como nota final uma Cúpula Mundial de Biocombustíveis, what is ed informaram hoje fontes oficiais.

O diretor de Energia do Ministério das Relações Exteriores, pharmacy André Aranha Corrêa do Lago, disse em coletiva de imprensa que o Brasil está convencido de que no mundo não há informação adequada sobre o etanol produzido no Brasil, o qual desvinculou totalmente da atual crise alimentícia.

Em sua opinião, há certo grau de “analfabetismo” em relação ao etanol.

“O debate no Brasil está superado”, afirmou Corrêa do Lago, que diferenciou o combustível elaborado com cana do produzido com base no milho, cujo maior produtor mundial é os Estados Unidos e que, admitiu, influencia no preço dos alimentos.

Segundo o funcionário, o auge dos biocombustíveis fez com que, em alguns países europeus, setores que poderiam ser prejudicados, entre eles o agrícola, tentem impor barreiras ao combustível alternativo.

Ele considerou inclusive que o debate aberto na União Européia (UE) sobre uma possível imposição de certificações ambientais e sociais ao etanol “pode esconder protecionismo”, mas disse que o Brasil pretende responder a cada uma das críticas.

O etanol de cana deve ser comparado com a gasolina, a fim de que “se compreenda” que é “infinitamente” mais sustentável e que seu dano ao meio ambiente é “ínfimo” em relação ao petróleo, assinalou.

Corrêa do Lago também negou que, no caso do Brasil, o plantio de açúcar para a produção de etanol tenha deslocado a fronteira agrícola em direção à Amazônia ou provocado aumentos na taxa de desmatamento.

Quanto ao lado social, admitiu que existem canaviais no Brasil nos quais os operários trabalham em condições desumanas e similares à escravidão, mas garantiu que isso acontece “contra” as leis e é combatido com rigor pelo Governo.

A Administração federal lançará uma “ofensiva diplomática” para responder a cada uma das críticas e inclusive está disposta a iniciar negociações com o bloco europeu sobre o assunto, insistiu.

O Brasil entende que deverá aceitar as condições que “o cliente imponha”, disse Corrêa do Lago, mas esclareceu que estas deverão estar adequadas aos acordos que existem na Organização Mundial do Comércio (OMC), à qual o Governo poderia apelar caso sejam erguidas barreiras comerciais inadequadas.

A “ofensiva diplomática” brasileira inclui para este ano uma Cúpula Mundial de Biocombustíveis, que será realizada entre 17 e 21 de novembro em São Paulo, e à qual foram convidados representantes de vários países.

A reunião, segundo o diretor de Energia, terá uma fase técnica e outra política, na qual se espera a presença de ministros e de alguns chefes de Estado e de Governo.




 

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