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Mundo

Brasil expressa preocupação com uso de violência contra civis na Líbia

Arquivo Geral

23/02/2011 20h09

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, expressou nesta quarta-feira sua “grande preocupação” pela violência empregada pelo regime líbio para reprimir os manifestantes que reivindicam reformas e a renúncia do líder Muammar Kadafi.

“O Brasil está muito preocupado com a situação da Líbia. Temos muitos compatriotas trabalhando lá, em diversos projetos de infraestrutura”, afirmou Patriota em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

Neste sentido, disse acreditar que os esforços do Brasil para evacuar seus cidadãos serão bem-sucedidos.

“Esta é nossa sincera esperança”, disse.

Dentro do que cabe e no contexto da “complexa e problemática” situação que se vive atualmente na Líbia, um aspecto “positivo” é que até agora não houve, que se saiba, violência contra estrangeiros no país, ressaltou.

Patriota se mostrou a favor de que a crise líbia seja tratada no Conselho de Segurança da ONU, da qual o Brasil ocupa atualmente a Presidência rotativa.

Na terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU exigiu em comunicado e após uma longa jornada de negociações com Kadafi que coloque fim imediato à sangrenta repressão dos protestos contra o regime e pediu para assumir responsabilidades pela morte de centenas de civis no país.

O Brasil também apoiou a realização de uma reunião extraordinária e urgente na sexta-feira do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU para debater a situação na Líbia, lembrou Patriota.

De fato, a convocação desta reunião especial ocorreu quase exclusivamente com o apoio de países ocidentais e latino-americanos, segundo fontes desse órgão.

“É muito preocupante porque há o uso de força contra manifestantes desarmados” na Líbia, disse Patriota.

Quanto ao mais, o ministro brasileiro disse que vê os protestos no norte da África e no mundo árabe como um movimento que gera solidariedade por parte dos brasileiros, já se trata de um processo que pretende impulsionar uma melhor governabilidade, uma maior participação popular, mais empregos e um futuro melhor para os jovens, assinalou.

Por isso, ressaltou, “gostaríamos de ver de que maneira podemos ajudar a toda essa gente”.

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