Menu
Mundo

Brasil e Rússia planejam reforçar parcerias em ciência e tecnologia

Autoridades dos dois países discutem cooperações em áreas estratégicas como inteligência artificial e biotecnologia durante reunião em Brasília.

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 21h13

lula e putin

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em Brasília, na VIII Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia, realizada nesta quinta-feira (5) no Palácio Itamaraty, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o vice-presidente Geraldo Alckmin participaram de discussões com autoridades russas para ampliar as parcerias em ciência e inovação.

Luciana Santos destacou a importância da união das ciências brasileira e russa para contribuir a um mundo mais sustentável e justo. Os representantes acordaram em reforçar cooperações em áreas como nano e biotecnologias, astrofísica, estudos nucleares, tecnologias quânticas, ciências e tecnologias espaciais, mudanças climáticas, inteligência artificial e digitalização.

Geraldo Alckmin enfatizou a política brasileira de neo-industrialização baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão, expressando interesse na ampliação de investimentos russos no Brasil, especialmente em setores como química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.

Em maio de 2025, a ministra visitará Moscou para se reunir com o ministro Valerii Falkov, ocasião em que será assinado um memorando de entendimento para promover pesquisas conjuntas em temas como clima, pesquisa polar, biodiversidade, ciência e tecnologia espacial, tecnologias quânticas e astrofísica.

Durante a tarde, os ministros se reuniram na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), onde afirmaram a intenção de lançar uma chamada pública bilateral para o desenvolvimento de pesquisas com investimento conjunto.

Anteriormente, em 3 de fevereiro, representantes dos ministérios e institutos de pesquisa brasileiros e russos participaram da 13ª Reunião do Grupo de Trabalho Russo-Brasileiro, na sede do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), unidade do MCTI. Na ocasião, concordaram em continuar a cooperação na área de astrofísica e astropartículas, avançar em discussões sobre projetos conjuntos em tecnologias quânticas, especialmente computação, comunicação e sensoriamento, além de debater o compartilhamento de infraestruturas de pesquisa e o intercâmbio de pesquisadores.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado