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Mundo

Brasil e Peru vão cooperar na Unasul e construir estrada interoceânica

Arquivo Geral

13/12/2009 0h00

Os Governos do Peru e do Brasil acertaram trabalhar juntos no marco do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-americanas (Unasul), assim como a construção de uma terceira estrada interoceânica que una ambos os países, segundo informação oficial divulgada hoje em Lima.

Os ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e do Peru, Rafael Rey, acertaram ontem em Lima “trabalhar juntos no marco do Conselho da Unasul”, informou hoje em comunicado de imprensa o Ministério peruano deste setor.

Na reunião ministerial também foram abordados assuntos como a união dos sistemas de vigilância e proteção da Amazônia e as operações internacionais de paz, entre elas as realizadas pelas Forças Armadas na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), acrescenta o comunicado oficial.

O ministro brasileiro fez parte da delegação oficial e empresarial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou ontem Lima.

Já o presidente peruano, Rafael García anunciou hoje em Lima que acertou com Lula construir uma terceira via interoceânica asfaltada que ligará ambos os países, informou a agência estatal “Andina”.

A estrada, que ligará Lima e os departamentos (estados) peruanos de Huánuco e Ucayali com Cruzeiro do Sul no Acre é “de uma enorme importância para o futuro próximo do país porque vai permitir uma conexão ativa e imediata com o Brasil”, enfatizou García.

O presidente peruano também lembrou que atualmente existem em execução 2.500 quilômetros de estrada interoceânica que – do sul, nos portos peruanos de Marconi e Matarani, e do norte, no porto de Paita – partem para o Brasil.

Durante a visita de Lula a Lima foram assinados diversos acordos bilaterais de cooperação, embora não tenha se concretizado o esperado acordo energético para que o Brasil construa cinco hidroelétricas na floresta peruana.

Hoje, o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, disse que espera que o acordo energético se concretize nos próximos 60 dias, após explicar que o obstáculo para sua subscrição está nas diferenças em relação ao método para definir as provisões de energia.

O Peru pretende que a energia exportada ao Brasil seja decrescente, enquanto o país vizinho espera manter uma constante de provisão nos próximos 30 anos.

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