O Brasil e a Indonésia começaram os contatos para estreitar a relação comercial e política que ambos os países consideram estratégica e que abrange setores como a agroindústria, a tecnologia e a defesa do meio ambiente.
Segundo explicou nesta sexta-feira (7) o embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Alberto Soares, a colaboração bilateral “inclui vários setores” entre os dois países, que querem ser líderes dentro de suas respectivas regiões.
Por este motivo, a vice-secretária para a Ásia do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, Maria Edileuza Reis, visitou a Indonésia nesta semana à frente de uma delegação de diplomatas e empresários para negociar acordos comerciais em áreas como a aviação, a mineração e a engenharia civil.
“As perspectivas são grandes em termos de investimento e comércio. Nossa troca bilateral está crescendo muito, mas o dinamismo e a dimensão das duas economias vão muito além”, disse Maria Edileuza aos jornalistas por ocasião da visita.
O comércio bilateral atingiu US$ 3 bilhões em 2010 e as previsões apontam que chegará a US$ 4,5 bilhões neste ano.
A parceria entre o Brasil e a Indonésia tem mais potencial ainda, como indica o investimento da Vale no arquipélago asiático, onde recentemente comprou uma participação majoritária da International Nickel Indonesia no valor de US$ 4,5 bilhões.
“A Indonésia exporta ao Brasil borracha, óleo de palmeira e celulose”, apontou Soares.
Os dois países, membros do G20, também desejam uma aliança além da área econômica. “A Indonésia tem a capacidade de influenciar em outros Estados da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da mesma forma que o Brasil na América Latina”, garantiu Maria Edileuza.
Para aumentar as oportunidades, uma nova missão comercial de 20 empresas brasileiras, que incluem hidroelétricas, produtoras de etanol e empresas transporte, visitará a Indonésia em novembro. EFE