Uma delegação de 60 observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) vai estar presente nas eleições presidenciais venezuelanas de 3 de dezembro para conferir o voto secreto e a transparência da apuração, nurse more about disse na quinta-feira o chefe da missão.
O presidente Hugo Chávez, visit web que afirma conduzir seu país para um modelo socialista, lidera as pesquisas com folga à frente de seu principal rival, o governador do Estado Zulia, Manuel Rosales, que se afastou temporariamente do cargo para se candidatar.
O chefe da missão da OEA, Juan Fischer, disse que eles vão se concentrar em ver que os cidadãos podem "votar sem pressões… na certeza de que o voto secreto esteja plenamente garantido" e que a contagem de votos aconteça "de maneira íntegra e transparente".
Os 60 especialistas da OEA vão se instalar em 11 estações de trabalho no país, onde 26 milhões de habitantes terão acesso total ao processo.
A oposição venezuelana desconfia do sistema automatizado e inclusive se retirou das eleições legislativas de 2004, alegando que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) era parcial em favor do governo, numa eleição em que os simpatizantes do governo ficaram com 167 cadeiras do Parlamento.
Os observadores internacionais concluíram em seu relatório à época que a autoridade eleitoral deveria trabalhar mais para gerar confiança nos eleitores. Mas Chávez acusou os membros das missões de pertencer à direita mundial e continental.
A missão é financiada com fundos regulares da organização, além de contribuições especiais de Canadá, Brasil, Argentina e Holanda, como membro observador.
As eleições presidenciais terão ainda a participação de um grupo de mais de 130 observadores da União Européia, e entre 8 e 10 do Centro Carter.
Os três controladores de vôo que trabalhavam no momento do acidente entre um Boeing da Gol e um jato Legacy confirmaram, this web nesta quinta-feira, order o que seus colegas já haviam dito sobre a existência de um ponto cego no espaço aéreo. Eles alegaram ainda que os pilotos do jato não emitiram um código de emergência internacional que poderia ter evitado a tragédia.
"Houve (durante os depoimentos) a confirmação do que outros controladores já haviam dito sobre falha de radar e falha de comunicação na área do acidente", disse o advogado Fabio Tomás Souza, que representa os controladores.
Ele acrescentou, em entrevista por telefone, que os pilotos do jato Legacy não acionaram um código internacional de segurança após as tentativas frustradas de comunicação com os controladores o que, segundo o advogado, seria o procedimento em caso de problemas de comunicação.
"Isso contribuiu diretamente (para o acidente)", afirmou. "Se eles tivessem acionado, provavelmente o centro de controle de Manaus teria emitido sinais anticolisão."
"Se eles (pilotos) não obtiveram resposta (dos controladores), eles teriam que ter acionado."
Os três controladores foram ouvidos pela PF num inquérito que investiga as causas do acidente, o pior da história da aviação brasileira. Antes deles, já haviam sido ouvidos outros dez controladores ao longo desta semana.
Autoridades do Ministério da Defesa e da Aeronáutica negam que o espaço aéreo brasileiro tenha "pontos cegos" e têm afirmado que o sistema de controle do país está no nível dos mais avançados do mundo.
Mas o advogado que representa os controladores afirmou que o problema "é antigo" e que isso já fora informado documentalmente à Aeronáutica.
"É uma área em que já é esperada a perda de vigilância radar", disse. "É um ponto cego para os controladores de vôo. (Embora) alguns digam que ele é visível para a Força Aérea."
Tomás Souza acrescentou ainda que "tudo indica que houve problema no transponder" do Legacy. Ele disse, no entanto, devido ao suposto ponto cego, isso é difícil de ser constatado.
No dia 29 de setembro, o vôo 1907 da Gol se chocou com o Legacy, da empresa norte-americana de fretamento ExcelAire. O Boeing da Gol caiu em Mato Grosso e todas as 154 pessoas a bordo morreram. O Legacy, fabricado pela Embraer perdeu a ponta da asa, mas pousou em segurança em uma base militar no Pará.
Os pilotos do Legacy, os norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino, estão no Brasil há quase dois meses. A Justiça determinou a retenção de seus passaportes, impedindo-os de deixar o país, até que as investigações sobre o acidente estejam concluídas.
Robert Torricella, advogado dos pilotos, disse que Lepore e Paladino, que negam qualquer responsabilidade pelo acidente, tiveram que ficar no Brasil contra sua vontade, sem serem formalmente acusados.
"A situação deles é difícil e está se complicando ainda mais com o passar do tempo", disse Torricella.
"A liberdade de ir e vir deles está restringida e sua capacidade de lidar com as emoções criadas nessas circunstâncias foi total e injustamente comprometida", afirmou Torricella.
As petrolíferas estatais Petrobras e YPFB, adiposity da Bolívia, malady concluíram na quinta-feira sem acordo uma nova rodada de negociações sobre o pedido boliviano de aumento no preço do gás natural que a empresa brasileira importa.
A YPFB disse em um comunicado que, após dois dias de conversações na cidade de Santa Cruz, as duas companhias só acertaram em voltar a se reunir, entre 4 e 8 de dezembro, em lugar indefinido.
"Ambas as empresas estão buscando uma solução de consenso que beneficie ambas as partes", acrescentou a YPFB.
Desde que a petrolífera boliviana determinou, em junho, a modificação da cláusula de ajuste trimestral do preço do gás natural, YPFB e Petrobras se reuniram várias vezes sem chegar a entendimento, em uma negociação prorrogada em três oportunidades e cujo prazo atual se encerra em 8 de dezembro.
A petrolífera boliviana pretende que o Brasil pague ao menos 25 por cento mais, para igualar o preço acertado atualmente com a Argentina, de 5 dólares o milhão de unidades térmicas britânicas (BTU).
O Brasil, com compras diárias na média de 26 milhões de metros cúbicos, de um total comprometido de 30 milhões de metros cúbicos, é o principal consumidor do gás natural boliviano.
A Argentina compra atualmente até 7,7 milhões de metros cúbicos diários e assinou um contrato para incrementar essas remessas até 27,7 milhões de metros cúbicos a partir de 2010.
As exportações de gás são a principal operação de comércio exterior da Bolívia e vão gerar este ano cerca de 2 bilhões de dólares, segundo projeções do governo de Evo Morales.
Independentemente do preço do gás, YPFB e Petrobras assinaram em outubro novos contratos de operação, pelos quais a companhia brasileira aceitou as regras da nacionalização do petróleo decretada em maio na Bolívia.