O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou hoje que o Brasil busca uma “uma ação coordenada” com os Estados Unidos para ajudar o Haiti após o forte terremoto que atingiu o país caribenho nesta terça-feira.
Amorim confirmou em entrevista coletiva que o secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, já tinha conversado com o vice-ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, sobre “a importância de uma ação coordenada” entre os dois países.
“A secretária de Estado (dos EUA), Hillary Clinton, está na Ásia, mas falaremos hoje ou amanhã”, antecipou.
Segundo o chanceler, o edifício da Embaixada brasileira em Porto Príncipe ficou “muito danificado” pelo terremoto.
Para Amorim, “ainda não é momento” para uma visita a Porto Príncipe, mas não descartou “caso seja necessário ou o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) considere útil”, reconhecendo que, no momento, “seria uma questão simbólica”.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, viajou hoje para Porto Príncipe para avaliar no local as necessidades mais urgentes da nação caribenha e coordenar as ações de assistência.
O terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, com intensidade de 7 graus na escala Richter. O primeiro-ministro haitiano, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em “centenas de milhares” o número de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
A Minustah conta com cerca de 6.700 soldados procedentes de 17 países, dos quais 1.266 são do Brasil.
O Governo brasileiro anunciou uma doação de US$ 10 milhões para colaborar com a reconstrução do Haiti e entre hoje e amanhã enviará dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) carregados com 28 toneladas de alimentos.