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Bombeiros lutam para conter incêndio ao noroeste de Atenas

Redução dos ventos favoreceu o trabalho dos bombeiros após cinco dias de combate às chamas, enquanto autoridades seguem mobilizadas diante do alto risco de novos focos

Redação Jornal de Brasília

04/08/2026 14h53

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Foto: Aris Oikonomou/AFP

Com a diminuição dos ventos, os bombeiros gregos esperam conseguir conter, nesta terça-feira (4), um incêndio florestal nas imediações de Atenas, que provoca danos consideráveis há cinco dias.

O diretor de comunicação do corpo de bombeiros, Vassilis Vathrakoyannis, disse à AFP que “a situação melhorou claramente em comparação com os últimos dias, mas ainda há muitos focos dispersos, o que significa que as equipes permanecem no local para prevenir uma possível retomada”.

Durante a manhã, outra fonte do corpo de bombeiros afirmou que “quase 30 aeronaves serão utilizadas” para combater os incêndios nas encostas das montanhas que dominam esta parte do Golfo de Corinto, 50 km ao noroeste de Atenas.

Mais de 500 bombeiros foram mobilizados em comunidades ao redor do Monte Citerão, a 60 quilômetros da capital, segundo o serviço de combate a incêndios.

A área metropolitana de Atenas e a vizinha ilha de Eubeia permaneciam sob alerta de risco de incêndio quase máximo, segundo o Ministério da Proteção Civil.

“Este é o período em que normalmente vemos os maiores incêndios. Portanto, devemos ser muito cuidadosos até 20-25 de agosto”, declarou à ERT o diretor de pesquisa do Observatório Nacional, Kostas Lagouvardos, acrescentando que as temperaturas devem subir durante a semana.

Os incêndios florestais mataram cinco bombeiros desde a semana passada. Dois morreram no domingo em uma colisão de helicópteros Bell na periferia oeste de Atenas e outros três faleceram na semana passada em Creta e no Peloponeso.

A filial grega do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estimou que, no total, mais de 18.000 hectares foram afetados até o momento pelos incêndios, que tiveram origem “na rede elétrica”, assim como em “lixões” ou “faíscas de máquinas agrícolas”.

– Condições favoráveis –

Outros incêndios no país, incluindo um na ilha de Cefalônia, estão em grande medida controlados, informou o corpo de bombeiros grego.

“Eu diria que é, sem dúvida, uma das piores crises de incêndios que vi nos últimos, talvez, oito ou dez anos”, declarou à AFP Theodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios florestais no Observatório Nacional.

A causa dos incêndios “é principalmente negligência humana”, disse Vathrakoyannis à Ertnews.

A polícia efetuou cerca de 30 detenções nos últimos dias, incluindo dois prefeitos e dois funcionários responsáveis pela instalação de uma rede elétrica a noroeste de Atenas.

Segundo moradores, acredita-se que uma faísca de uma torre de energia elétrica tenha iniciado o incêndio na região, que se alastrou rapidamente devido aos ventos.

Os ventos no final de julho foram os mais fortes em 15 anos, afirmou o observatório. Mais de 13 mil hectares de floresta e terras agrícolas foram afetados pelo incêndio perto de Atenas, que começou na sexta-feira.

Amplas áreas afetadas pelo incêndio ainda apresentam focos ativos ou brasas que exigem vigilância constante, já que uma rajada de vento pode desencadear novos focos, destacou Artopios.

A diminuição das rajadas de vento permitiu que os aviões de combate a incêndios entrassem em operação e ajudassem a recuperar o controle da situação.

“A ausência de vento, a maior umidade procedente do mar e a queda das temperaturas durante a noite tiveram papel determinante na melhora da situação”, segundo o canal Ertnews.

Embora as condições climáticas desde a noite de segunda-feira tenham limitado o avanço do fogo e permitido às forças terrestres controlar uma grande quantidade de focos dispersos antes do início das operações aéreas nesta terça-feira, o risco de novos incêndios continuava “muito elevado”, advertiu a Proteção Civil.

AFP

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