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Mundo

Bombas deixam 14 feridos durante visita de premiê malaio à Tailândia

Arquivo Geral

09/12/2009 0h00

Pelo menos 14 membros das forças de segurança da Tailândia ficaram feridos após a explosão de cinco bombas no sul do país.

Os atentados foram promovidos durante a visita que o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, faz à região, junto com o chefe de governo tailandês, Abhisit Vejjajiva, como parte de uma estratégia para apaziguar um conflito separatista.

Segundo o porta-voz da delegacia de polícia local, as cinco explosões foram registradas na província de Narathiwat, incluída no percurso oficial, mas não ocorreram nos lugares por onde passarão os dois governantes.

Os artefatos, de baixa potência, foram colocados ao lado de cartazes com palavras de ordem separatistas e explodiram quando foram retirados por membros das forças de segurança.

Vejjaviva e Razak chegaram à província de Narathiwat a bordo de um helicóptero procedente da capital Bangcoc, localizada a cerca de mil quilômetros ao norte da província.

Mais de mil soldados foram mobilizados para patrulhar a rota seguida pelos dois governantes na região tailandesa onde 3.800 pessoas morreram em conflitos desde que, em 2004, o movimento separatista retomou a luta armada.

A visita oficial conjunta foi qualificada como “histórica” pelos governos da Tailândia e da Malásia, que no passado mantiveram atritos diplomáticos por causa de suas diferenças sobre como resolver o conflito separatista na região fronteiriça.

Além de se reunirem com líderes locais, Najib e seu anfitrião visitaram a Ponte da Amizade, que liga os dois países pelo distrito de Sungai Kolok, e uma escola islâmica.

Antes da viagem, o primeiro-ministro malaio disse à imprensa que a mensagem de seu governo “é clara: o povo do sul da Tailândia deve ser leal à Tailândia”.

Cerca de 80% da população das províncias de Narathiwat, Yala, e Pattani, habitadas por dois milhões de pessoas, é de religião muçulmana e simpatiza mais com a Malásia do que com a Tailândia, país de maioria budista.

Assassinatos e atentados com armas e explosivos acontecem quase diariamente na região. Os insurgentes denunciam a discriminação que sofrem por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre estas três províncias.

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