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Bombardeio deixa 20 mortos e 73 feridos na Somália

Arquivo Geral

22/10/2009 0h00

 Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 73 ficaram feridas em um bombardeio na região do aeroporto de Mogadíscio, enquanto o presidente da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, partia rumo a Campala, capital de Uganda.

Fontes médicas disseram à Agência Efe que os mortos e os feridos são todos civis e que, entre os hospitalizados, alguns estão em situação crítica após o bombardeio, que aconteceu quando Sheikh Ahmed pegava um avião para viajar para a uma cúpula sobre refugiados, que começou hoje, em Campala.

O diretor do Hospital Madina de Mogadíscio, doutor Mohammed Yousef, disse à Efe que 30 pessoas feridas tinham sido transferidas para esse centro e que pelo menos 43 mais foram levadas para o hospital Daynile.

O bombardeio foi motivado pelos enfrentamentos entre milícias radicais islâmicas e soldados da Missão da União Africana na Somália (AMISOM).

O porta-voz da milícia radical islâmica de Al-Shabab, Sheikh Ali Mohamud, assumiu a responsabilidade pelo ataque contra as tropas da AMISOM, que apoiam o Governo de Sheikh Ahmed e protegem, entre outros lugares, o Palácio Presidencial e a estrada que une Mogadíscio ao aeroporto.

“Nós (Al-Shabab) lançamos o ataque na guerra santa contra os cruzados (AMISOM) e eles bombardearam áreas povoadas da cidade”, disse Mohamud à Efe, e qualificou de “covardes” os soldados da União Africana.

O capitão Berigye Ba-Hoku, porta-voz de AMISOM, negou as acusações e responsabilizou novamente o Al-Shabab pelo massacre a civis, além de seus aliados do Hezb al-Islam, outro grupo radical islâmico.

Um grupo de 20 deputados do Parlamento transitório da Somália, onde a maioria é ocupada por representantes dos “senhores da guerra” e de grupos fundamentalistas islâmicos relativamente moderados, acusaram a AMISOM do bombardeio.

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