O polêmico bombardeio ordenado por forças alemãs na região afegã de Kunduz no dia 4 de setembro passado, que causou pelo menos 142 vítimas, muitas delas civis, tinha a finalidade principal de liquidar um grupo de insurgentes talibãs e seus líderes.
O jornal “Leipziger Volkszeitung” revela hoje que a Chancelaria Federal tinha exigido anteriormente uma atuação mais dura por parte do Bundeswehr, o Exército federal, contra o talibã, com uma estratégia que contemplava a liquidação de seus líderes.
Acrescenta que essa estratégia tinha sido decidida pela Chancelaria Federal, a cúpula do Ministério da Defesa e o coordenador dos serviços secretos germânicos, em coordenação com a Agência Central de Inteligência americana.
O jornal “Süddeutsche Zeitung” e a edição digital da revista “Der Spiegel” afirmam hoje que o bombardeio de dois caminhões-pipa carregados de combustível que tinham sido sequestrados por insurgentes não teve como objetivo os veículos, mas o grupo de guerrilheiros talibãs e seus líderes.
Estas novas revelações contradizem a versão oficial das autoridades alemãs, que até agora tinham assegurado que o bombardeio teve como objetivo evitar que os dois caminhões fossem utilizados como bombas móveis contra as forças alemãs na região.
O relatório secreto da Isaf destaca que entre 60 e 80 insurgentes talibãs se aproximaram dos caminhões quando estes caíram no leito do rio Kunduz, apesar de terem sido advertidos do perigo de ser atacados por forças ocidentais.