O ataque ocorre poucas horas depois de uma bomba similar ter sido detonada nas imediações do canal de TV “Teleamazonas”, em Quito.
As duas explosões ocorreram aparentemente quase na mesma hora, e segundo declarou o comandante Geral da Polícia equatoriana Freddy Martínez, as duas continham panfletos com o mesmo texto.
“É o mesmo texto, com algumas palavras de ordem, e parece que contra o Governo”, informou Martínez à “Teleamazonas”.
A Polícia equatoriana informou à Agência Efe que a primeira detonação ocorreu perto da meia-noite, em uma esquina do edifício principal da “Teleamazonas”, na região centro-norte da capital.
A explosão da segunda bomba aconteceu em um dos pátios do Ministério da Educação, local que foi tomado pela Polícia hoje pela manhã.
O edifício público foi desalojado para que os oficiais comprovassem que não havia mais explosivos, informou, por sua vez, o canal “Ecuavisa”.
A Polícia explicou que não houve nenhum tipo de aviso e que a bomba, “improvisada”, espalhou panfletos com mensagens.
O presidente Rafael Correa tinha convocado para hoje uma mobilização em Guayaquil (sudoeste) em apoio à iniciativa do Governo de um processo de avaliação dos professores do país.
Tais avaliações causaram grande rejeição entre os docentes, que, liderados pela União Nacional de Educadores (UNE), o sindicato mais importante em nível nacional, realizaram várias manifestações e atos de protesto contra o que consideram um propósito para demissões.
Também ontem o edifício da Assembleia Nacional recebeu uma ameaça de bomba. Após inspeção, a Polícia classificou o alerta como falso. EFE