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Bolsas de NY fecham sem sinal único, com recuo no setor de chips e avanços no de defesa

Os planos de aumento de gastos militares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendem a favorecer este segmento

Redação Jornal de Brasília

08/01/2026 18h21

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Uma placa de rua de Wall Street, no Distrito Financeiro, perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em 19 de maio de 2025, na cidade de Nova York. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)

São Paulo, 08 – As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 8, em uma sessão na qual as ações de tecnologia, especialmente ligadas a chips operaram em queda, pressionando o Nasdaq, enquanto papéis do setor de defesa tiveram ganhos. Os planos de aumento de gastos militares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendem a favorecer este segmento, ainda que temores pela sustentabilidade da dívida norte-americana. As atenções se voltaram ainda para os indicadores, na véspera da divulgação do payroll.

O Dow Jones subiu 0,55%, aos 49.266,11 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,01%, aos 6.921,46 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,44%, aos 23.480,02 pontos.

Para dezembro, os analistas esperam a criação de 60 mil empregos no mês nos EUA, de acordo com a mediana de 25 projeções compiladas pelo Projeções Broadcast, entre estimativas que vão de 23 mil a 155 mil. Em novembro, foram abertas 64 mil vagas líquidas. O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 8 mil, resultado ficou em linha com a expectativa de analistas.

No noticiário, a Reuters divulgou que a Nvidia tem exigido pagamento integral antecipado de clientes chineses que comprarem seus chips de inteligência artificial (IA) H200, como forma de se proteger de incertezas sobre a aprovação por Pequim, dos embarques. Empresas do setor recuaram em bloco. Nvidia caiu 2,21%, Western Digital cedeu 6,10%, Seagate tombou de 7,72% e a Mícron perdeu 3,69%, enquanto Oracle teve queda de 1,64%.

No campo oposto, os papéis do segmento de defesa subiram, como os da Lockheed Martin, que ganhou 4,37% e os da Northrop Grumman, com alta de 2,35%.

Já a Critical Metals, que explora metais raros como tântalo, nióbio e gálio no sul da Groenlândia, teve uma valorização de 108% neste ano, mas caiu 2,04% nesta quinta.

Estadão Conteúdo

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