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Bolsas de NY fecham sem sinal único, com aversão a riscos por geopolítica e balanços de techs

O Dow Jones fechou em alta de 0,11%, aos 49.071,56 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,13% aos 6.969,01 pontos

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 18h32

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

São Paulo, 29 – As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 29, com a aversão a riscos diante da escalada das ameaças entre os Estados Unidos e o Irã, que acabou impulsionando ações de petroleiras e de empresas de defesa, e , por consequência, o Dow Jones. Da temporada de balanços, as big techs Meta e Microsoft se destacaram ao apresentar sinais para seus projetos em inteligência artificial (IA), com leituras divergentes pelo mercado.

O Dow Jones fechou em alta de 0,11%, aos 49.071,56 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,13% aos 6.969,01 pontos e o Nasdaq teve baixa de 0,72%, aos 23.685,12 pontos.

Três gigantes da tecnologia dos EUA divulgaram seus resultados financeiros após o fechamento do mercado na quarta. Elas superaram as expectativas e anunciaram maiores gastos com IA. A Meta conseguiu converter os gastos com IA em receita por meio de publicidade, demonstrando que seu negócio principal está apresentando bom desempenho, aponta a analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya. A empresa disparou 10,4%, maior alta do Nasdaq. A IBM (+5,1%) também teve forte avanço após a publicação de resultados.

Já a Microsoft foi penalizada pelo crescimento abaixo da expectativa no segmento do serviço de nuvem Azure, que deveria justificar o grande investimento em IA e deixou os investidores insatisfeitos com a possibilidade de novos gastos, aponta Ozkardeskaya. A companhia tombou 10%, perdendo mais de US$ 400 bilhões em valor de mercado, na segunda maior queda diária deste tipo na história, atrás apenas da Nvidia.

Os planos da Tesla de investir mais de US$ 20 bilhões este ano em IA avançada, robótica, veículos autônomos e armazenamento de energia foram bem recebidos, aponta a analista, mas as ações 3,45%, de olho na queda de receita. “A relação preço e lucro da empresa agora está acima de 350. Isso é pura especulação sobre algo totalmente imprevisível”, pondera.

De olho na alta do petróleo, Chevron (+0,74%) e ExxonMobil (+2,13%) avançaram. Além disso, a Lockheed Martin subiu 4,23%, depois de emitir projeção financeira forte para 2026 e divulgar um novo acordo de mísseis com o Departamento de Guerra dos EUA junto aos seus resultados.

O dia foi especialmente volátil para mineradoras. Acompanhando o cobre, que chegou a subir mais de 10% em certo momento, a Freeport-McMoRan terminou em alta de 2,36%, enquanto a Newmont caiu 3,80%, em linha com a devolução de ganhos dos metais preciosos. Já a MP Materials tombou 7,24%, após a Reuters revelar que o governo Trump não deve mais colocar preços mínimos em metais críticos.

Estadão Conteúdo

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